O rock segundo Caim

65717_476047751086_76604276086_6362324_4428436_nCaim. Foto: Divulgação

 

Publicado na edição de Junho de 2011 (2011) da SURFPortugal


O primeiro álbum só surgiu em 2007, mas a origem dos CAIM remonta a muito antes disso, quando o grupo, com apenas três dias de formação, venceu um concurso de novas bandas no Funchal em 2001. Hoje, uma década volvida, esta banda de génese madeirense encontra-se a promover o segundo disco, Work in Progress, uma compilação de 12 temas entre o rock, o funk e o reggae. A SURFPortugal falou com o guitarrista, Bruno Lobo.


SP - Que diferenças marcam este segundo disco em relação ao primeiro trabalho dos Caim?

Bruno Lobo: A sonoridade está menos dispersa a nível criativo, as composições estão mais coesas e estamos a definir melhor a nossa identidade musical. Este segundo álbum também está melhor no que toca a questões técnicas de som, como captação, mistura e masterização.

 

SP - A opção por uma sonoridade mais assumidamente dançável foi uma consequência natural ou faz parte de uma estratégia sobre o rumo que querem tomar?

BL: Não considero que a sonoridade esteja mais dançável, embora possa haver uma ou outra música que se enquadre nessa definição. Seja como for, não há uma estratégia delineada à partida, a sonoridade é uma consequência natural do encontro dos cinco membros da banda, sem preconceitos ou rumos traçados de antemão. O nosso processo criativo é "comunitário", há sempre alguém que apresenta um riff ou uns acordes, começa-se a tocar em loop e cada um vai explorando o que pode fazer no seu instrumento. Todos vamos dando palpites e o resultado é o que se pode ouvir nestes dois álbuns.

 

SP - Sendo uma banda que sempre assumiu o palco como o seu habitat natural, foi com isso em mente que compuseram para o novo álbum?

BL: Continuamos a sentir o palco como a nossa casa e isso talvez tenha estado no nosso subconsciente ao compor, até porque de facto o novo álbum dá ainda mais adrenalina ao vivo do que o primeiro.

 

SP - O que mudou na relação entre os membros do grupo ao fim de tantos anos a tocarem juntos?

BL: A banda vai fazer 10 anos este verão e a relação entre nós mudou tanto quanto muda a vida das pessoas em 10 anos. Hoje temos outra maturidade como pessoas e como músicos. Quer em palco, quer ao compor, sabemos respeitar melhor os tempos e os espaços uns dos outros. Mas continuamos acima de tudo amigos e cada vez com mais histórias em comum.

 

SP - Qual vai ser a estratégia de divulgação do álbum? Há uma longa estrada à vossa frente este verão?

BL: A estratégia de divulgação passa por usar as redes sociais. A gravação do videoclip do "Bumper" é mais um esforço nesse sentido – está já a ser editado, deve estar pronto em breve – e, claro, os concertos ao vivo, onde damos tudo o que temos. Tocar é o que queremos.

 

SP - Vamos sonhar: com tantos grandes nomes da cena musical a visitarem Portugal durante os festivais de verão, se vos dessem a hipótese de escolher qual seria a banda com quem gostavam de partilhar o palco?

BL: Cada membro da banda teria uma resposta diferente para dar. Pessoalmente adoraria fazer uma jam ao vivo com Jamiroquai. - por Susana Santos

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