Trabalho escravo na Coreia do Norte: Rip Curl doa receitas à Amnistia Internacional

rip

Imagens foram trazidas a público por turistas que visitaram a fábrica. Foto: Anjaly Thomas/Sydney Morning Herald

 

A polémica estalou há algumas semanas e agora ganha novos contornos. Segundo imagens que vieram a público, parte da coleção do último inverno da Rip Curl havia sido produzida em fábricas da Coreia do Norte que utilizam trabalho escravo. Na altura a marca apressou-se a esclarecer que não tinha conhecimento da situação e que a culpa era das empresas subcontratadas.

 

A utilização daquela fábrica não era do conhecimento da Rip Curl. Mais de 4000 peças de roupa produzidas nestas fábricas terão sido distribuídas para os vários continentes, desde a Europa, Austrália, América do Norte e América do Sul. A roupa pertencia à coleção de montanha do inverno de 2015.

 

Agora, segundo veiculam os sites "BeachGrit" e "The Inertia", a Rip Curl emitiu um comunicado onde anuncia todas as medidas que surgem na sequência desse caso, decidindo doar os lucros feitos com essa coleção à Amnistia Internacional. Esta é apenas uma das muitas medidas que a marca australiana decidiu tomar de forma a "compensar" todo o enredo por trás da produção de material com a ajuda de trabalho escravo.

 

Em primeiro lugar, a Rip Curl anunciou que terminou a ligação com o fornecedor envolvido nesta história. Depois, irão ser retiradas de stock todas as peças desta coleção que ainda não tenham sido vendidas, sendo que poderão ser doadas para instituições de caridade. A Rip Curl garante também a reposição dos produtos aos clientes afetados por toda esta situação.

 

Para além disto, a Rip Curl reforçou a mensagem aos fornecedores que todo o processo de produção tem de receber o aval da marca. Para assegurar que os fornecedores cumprem as regras, a marca decidiu aumentar o número de inspetores para avaliar o processo de produção. Por fim, será calculado o lucro proveniente desta coleção, de forma a doar o dinheiro a instituições de caridade.

 

Segundo o site "The Inertia" a entidade escolhida terá sido a Amnistia Internacional. No final do comunicado, a Rip Curl esclareceu ainda que não gosta que as pessoas sofram abusos nos respetivos trabalhos e pediu desculpas por ter permitido, ainda que involuntariamente, conforme defendem, que esta situação acontecesse.



BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS

FOTOGALERIAS