Festa de inauguração de fábrica de pranchas portuguesa com vocação internacional

2

A equipa da Xhapeland, devidamente uniformizada e (muito) bem equipada. Foto: Luís Firmo

 

Na passada sexta-feira, quem por acaso tivesse passado distraidamente pelas instalações do ninho de empresas, DNA Cascais, poderia ser levado a pensar que estava em curso uma campanha de eleições autárquicas antecipadas. Mas não, a presença do Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, e do seu homólogo de Peniche, o inevitável António José "Tozé", Correia, devia-se tão somente à festa de inauguração da Xhapeland, uma nova fábrica de pranchas sediada junto a Alcabideche, no concelho cascalense, e que se apresenta com um ambicioso projecto, a contribuir para cimentar a posição de Portugal no mundo do surf.


A Xhapeland é uma fábrica multimarca que neste momento fabrica as pranchas XCult, surgindo como marca da casa, e também alberga a prestigiadíssima Chilli Surfboards, do shaper australiano Jamie Cheal, fornecedor de pranchas de Tiago Pires desde 2007, e a JR Surfboards, do também australiano, Jason Rodd. A produção da XCult, é assegurada por Rui Meneses "Picos", um dos mais experientes shapers portugueses, que tem a seu cargo as pranchas de atletas como Zé Ferreira, Ruben Gonzalez, Teresa Bonvalot e da jovem esperança, João Vidal. Picos assume também o shape das pranchas de kitesurf, Best, uma marca alemã que ao abrir uma linha de produção na nova fábrica simboliza a propensão multifacetada da Xhapeland, que a curto e médio prazo promete abrir o seu campo de atividade para os stand-up paddles e outras modalidades de ondas.

 

1Hermano Meneses, Lourenço de Almeida, Marta Botelho e Xenico Vidal, da Xhapeland, na companhia dos autarcas, Tozé Correia e Carlos Carreiras, e de Maria do Céu Garcia, da CM de Cascais. Foto: Luís Firmo


As pranchas produzidas na Xhapeland utilizam uma Aku Shaper, considerada o state-of-the-art das máquinas de shape contemporâneas. Contando com a mais avançada tecnologia nesta área, a Aku Shaper apresenta impressionantes níveis de precisão no que toca a rails e curvas de fundo e deck, transformando um blank bruto numa prancha quase acabada em cerca de 20 minutos, a requerer mínimos trabalhos de finalização por parte do shaper. Essa tecnologia é fundamental para a ambição revelada pela Xhapeland, que pretende ser um cluster de produção de pranchas para desportos de ondas, aberta tanto a fabricantes nacionais como internacionais, oferecendo os seus serviços nas mais variadas etapas do fabrico de uma prancha, desde o corte à lixagem final.

 

3 copy copyFresquinho do seu belo desempenho no evento Prime do Guincho, Zé Ferreira recupera as energias no buffet de sushi. Foto: Luís Firmo


Foi essa vocação transversal e internacional da nova fábrica que foi celebrada numa festa que contou com inúmeros convidados, e durante a qual os dois autarcas professaram discursos enaltecendo a espírito empreendedor, a criação de emprego e a necessidade que o surf português tem de projectos empresariais capazes de sustentar na economia a imagem que os campeonatos da ASP projetam para o mundo.

 

4A Xhapeland preparou duas XCult personalizadas para os seus mais ilustres convidados. Foto: Luís Firmo



BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS

FOTOGALERIAS