Sagres Surf Culture 2016 apresenta: Chris Hines, Wolfgang Bloch e Sancho Rodríguez

Bloch Hines Sancho

Eis o trio que completa o painel de luxo do SSC 2016.

 

O momento tão aguardado está prestes a chegar. É já amanhã que se dá o início ao Sagres Surf Culture 2016. Um evento dedicado ao lado intelectual e cultural do surf e que durante quatro dias vai reunir um elenco magistral de individualidades internacionais, todas elas com o seu cunho marcado na história e na cultura do surf.

 

Dessa forma, chega a hora de apresentarmos os últimos três convidados de uma lista especial, que serve para comemorar a quinta edição do evento algarvio. Chris Hines e Sancho Rodríguez são os representantes europeus deste painel de luxo. De um lado um surfista e ambientalista nato, responsável por uma das organizações ambientais mais importantes do surf europeu e mundial. Do outro, um jovem basco que ajudou a criar e dirigir aquele que é, muito provavelmente, o maior festival de cinema de surf do Mundo. A eles junta-se ainda um artista único, como Wolfgang Bloch.

 

Chris Hines – Ambientalista por excelência, Hines tem sido distinguido pelo trabalho desenvolvido em prol da natureza e do ambiente. É conhecido por ser um dos fundadores e líderes da organização ambiental britânica Surfers Against Sewage. "A Grain of Sand" é outra das obras de Chris Hines. Uma iniciativa destinada a inspirar, comunicar e produzir mudanças positivas em determinadas áreas, através do exemplo do surf. "O surf pode mudar o Mundo", defende o britânico.

 

IMG 2046e-958x559Hines fundou a organização Surfers Against Sewage.

 

SP – Foi uma surpresa receber este convite para o Sagres Surf Culture?

 

CH – Ser convidado para o Sagres Surf Culture foi uma enorme, mas apreciada, surpresa. Principalmente por estar entre outros grandes convidados.

 

SP - Quais são as expectativas para este evento?

 

CH – Estou à procura de encontrar um lote de pessoas com mentes abertas e variadas. Ao olhar para o programa vejo que é diversificado e tem um grande nível. Há também alguns convidados que quero muito ouvir e conhecer. Depois há também todas as outras pessoas que estarão por ali pelo evento e estou seguro que muitas delas também serão interessantes de conhecer. O espírito dos emails que recebi da organização é muito bom, profissional mas com boa vibração.

 

SP - Está familiarizado com a importância de Sagres para a história portuguesa e dos oceanos?

 

CH – Conheço um pouco da importância. Obviamente que sendo a ponta mais ocidental da Europa - no sul do país – que o mar ocupa uma grande parte da paisagem da região. Sou um sortudo por já ter passado algumas semanas na zona. O farol é incrível e a história portuguesa e marítima também está muito bem documentada. Mas estou muito ansioso para conhecer mais profundamente através dos habitantes a importância da terra. Por favor, ajudem-me.

 

SP - Na sua opinião qual o grau de importância de ter eventos mais ligados ao lado cultural, numa altura em que a vertente competitiva se tem tornado o lado mais mediático do surf?

 

CH – Por vezes penso que o surf mundial enlouqueceu e que tudo gira à volta de produtos e competições. Logicamente que tudo tem o seu espaço e eu também gosto de ver alguns campeonatos, mas também é importante relembrar a simples experiência de ir surfar e o que isso significa verdadeiramente. É uma cultura profunda e que se está a transformar. Estes eventos que celebram a cultura e os pensamentos mais profundos acerca do surf têm uma grande importância. Para explorar, desafiar e, por vezes, manter-nos fiéis a essa conexão com a natureza.

 

SP- Pode revelar algum dos conteúdos que pretende levar até ao evento?

 

CH – O título da minha apresentação vai ser "O Surf pode mudar o Mundo" (mas talvez também necessitemos de fazer algumas tarefas domésticas). Há tantas coisas a discutir que estou a ter dificuldades em cortar o número de slides da apresentação. Na realidade ainda preciso de fazer uma edição final e enviar o programa para a organização.

 

blochbookAs paisagens de surf servem de inspiração a Bloch.Wolfgang Bloch – Nascido e criado no Equador, o trabalho de Bloch assenta em esculturas paisagísticas de surf abstratas. As suas pinturas apresentam paisagens associadas à costa e ao mar de beleza quase hipnotizante. Este artista norte-americano já exibiu o seu trabalho em exposições por todo o Mundo e Bolton Colburn, antigo diretor do Laguna Art Museum, apelidou a sua obra de "sublime e terrivelmente romântica". Ilustrou uma das quatro capas da edição dos 25 anos da SURFPortugal, desenhadas por David Carson.

 

Sancho Rodríguez – Diretor e criador do Surfilm Festibal, o mais antigo e maior festival de cinema da Europa e até do Mundo. Sancho vem oferecer um toque da cultura basca ao SSC. Responsável por levar anualmente até San Sebastian uma das mais imponentes montras culturais de surf, sobretudo a nível de cinema, que com ela arrasta milhares de visitantes. Para além disso, Sancho é também muito chegado às causas ambientais e surfista com ADN de Mundaka.


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