Andrew Cotton foi o protagonista de uma sessão insana na Nazaré

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Em todas as sessões surgem vis~eso diferentes do canhão. Eis mais uma. WSL/Pedro Miranda

 

Os canhões dispararam na quarta-feira na Praia do Norte e soou o alarme na Nazaré. Dezenas de big riders na água para disputarem a maior onda da sessão. O swell era bem grande e as condições, dizem as estrelas, bem complicadas. A ação foi verdadeiramente premium. E só não correu tudo na perfeição porque o big rider britânico terminou o dia no hospital.

 

Num wipeout que ficou automaticamente viral e que é provável que já tenha arrecadado o prémio de maior do ano ou até da década, como mencionou a própria WSL, Cotty acabou por lesionar-se com alguma gravidade na coluna, sendo hospitalizado, mas, felizmente, sem lesões da medula.

 

Numa onda bem pesado, Cotton decidiu atravessar o pico de um lado ao outro, com o enorme lip prestes a explodir. Quando o recomendável parecia se surfar a direita, o britânico decidiu ir para a esquerda, numa imagem quase kamikaze. Mas foi o próprio, através de uma email escrito na cama do hospital e publicado pela WSL, que explicou o sucedido.

 

 

 

"Não devia ter atrasado tanto", começou por dizer, em jeito de brincadeira. "Pela manhã vi algumas esquerdas perfeitas a quebrar e se as conseguisse ter feito seriam as ondas da minha vida. Apanhei esta e ela quebrou um pouco mais rápido do que eu estava à espera. O surf é isto...", lamentou Cotton.

 

Andrew Cotton descreveu ainda o baldo surreal que deu. "Recordo-me ligeiramente de uma projeção após uma explosão suave. Então, fiquei sem peso durante um tempo que parecia nunca mais acabar. Pensei que algo não estava bem. Foi aí que embati na água, segundos antes de ser novamente atingido pela onda, naquele que foi, provavelmente, o pior impacto que alguma vez senti. Depois disso passei minutos intensos", explicou.

 

Valeu depois a Cotton a rápida intervenção do português Hugo Vau, autor de uma das ondas da sessão, e de Garrett McNamara, eles que forma um trio já bastante experiente nas ondas nazarenas. Não fosse isso e o que foi um dia glorioso na Nazaré poderia ter terminado em tragédia. Agora, resta recuperar a 100 por cento, para estar em condições de... ir receber o prémio de wipeout do ano. Já ninguém lho tira!

 


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