A Perfeição Segundo Miguel Costa

CP17 Miguel Costa

Miguel Costa para o Capítulo Perfeito powered by Reef. Foto: Divugação

 

Press release - Miguel Costa é um dos Embaixadores do Capítulo Perfeito powered by Reef, evento que vai reunir alguns dos melhores surfistas nacionais e internacionais num dia de ondas perfeitas na Praia do Norte, na Nazaré. Fomos saber que ideia faz o ator da perfeição, dentro e fora de água.

 

O que te leva a associares-te a um evento como o Capítulo Perfeito powered by Reef?

 

É um dos melhores campeonatos de surf da atualidade. O conceito foge do convencional e eu gosto de quem pensa fora da caixa. Sem dúvida, o Rui Costa [organizador] tem conseguido renovar um formato que é muito diferente daquilo a que costumamos assistir. É também um evento que junta um leque muito bom de surfistas nacionais, dando oportunidade a atletas que por vezes estão arredados da competição mas que são dos melhores. Por último, traz a Portugal surfistas internacionais conhecidos pela sua qualidade e ousadia mas que fogem dos campeonatos mais convencionais, por isso é também uma oportunidade de os vermos em ação.

 

Até onde irias para surfar a onda perfeita?

 

Antes de ser pai, iria onde fosse preciso. Agora tornei-me mais ponderado. Neste momento, não tenho qualidade de performance para surfar ondas como as que o Capítulo Perfeito proporciona, mas não ponho de parte surfar uma onda grande na Nazaré. Com tempo de treino e preparação gostaria muito de poder surfar uma onda do Capítulo Perfeito. É um objetivo difícil de concretizar, mas não está de parte. (risos)

 

Descreve-nos a surfada mais perfeita que já tiveste.

 

Gosto de surfar com os meus amigos, da partilha, do ambiente que se cria dentro de água, de gozo, de brincadeira. O essencial é que essa diversão e essa partilha existam. A onda perfeita é aquela que, quando chegamos ao fim, sentimos que demos um passo em frente, que fizemos algo novo, e que depois nos fica na memória.

 

Quem é, para ti, o surfista perfeito?

 

Admiro muito o Kikas [Frederico Morais], o Saca [Tiago Pires], o Nicolau [von Rupp], o Tomás Valente, o Ruben Gonzalez... É malta que gosto de ver surfar e que tem uma forma de estar na vida espetacular. Depois há aquele que me fez experimentar o surf, e de quem nunca consegui chegar aos calcanhares, que é o Dapin [João Alexandre]. É um mestre do estilo e tem sempre uma abordagem simpática. Também gosto de muitos miúdos que estão aí a vir. Por vezes sou chamado de hooligan do surf português, porque quando os nossos atletas estão em competição eu torço apaixonadamente por eles. Se for preciso fazer rasteiras aos adversários, faço, pelo menos na minha cabeça. (risos) Sei que os nossos surfistas fazem um grande esforço para atingirem os seus objetivos.

 

No mar, a perfeição é o tubo. E fora de água, o que representaria para ti completar o tubo da tua vida?

 

As minhas filhas. São a melhor coisa que alguma vez terei, acima delas não há nada. São as ondas perfeitas, a manobra perfeita, o tubo perfeito, tudo o que é perfeito.

 

Quem seria, para ti, o vencedor perfeito deste evento?

 

É uma pergunta difícil. Vou dizer dois: o Saca ou o Nicolau. São meus amigos, surfistas enormes e pessoas que têm uma postura muito honesta, positiva e conquistadora, no sentido de quebrar barreiras e batalhar pelos sonhos.

 

Quais são as tuas expetativas para o dia do evento, na Nazaré?

 

Espero um ambiente espetacular, de grande adrenalina dentro e fora de água. Podemos não ter as maiores ondas do ano mas teremos seguramente as melhores, e com uma força que só a Nazaré oferece e que vai de certeza partir muitas tábuas. Espero um espírito de festa, de comunhão entre todos, que é uma coisa muito difícil de alinhar com o espírito de competição mas que é um dos grandes méritos do Capítulo Perfeito.


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