A Perfeição Segundo Manuel Sá Pessoa

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Manuel Sá Pessoa. Foto: Helga Ziehr/Divulgação

 

Press release - Manuel Sá Pessoa é um dos Embaixadores do Capítulo Perfeito powered by Reef, evento que vai reunir alguns dos melhores surfistas nacionais e internacionais num dia de ondas perfeitas na Praia do Norte, na Nazaré. Fomos saber que ideia faz o ator da perfeição, dentro e fora de água.

 

O que te leva a associares-te a um evento como o Capítulo Perfeito powered by Reef?

 

Todos os anos tenho a esperança de ter a coragem de surfar aquelas ondas, com aquele tamanho, aqueles tubos, e que o Rui Costa [organizador] me convide para ser um dos surfistas que vão a votos do público (risos). Infelizmente não tenho essa coragem, por isso associo-me da melhor forma possível, dando a cara por um evento único no mundo que é visto e partilhado por todos e que já é mencionado na imprensa internacional de surf como um dos grandes eventos da atualidade.

 

Até onde irias para surfar a onda perfeita?

 

Já atravessei parte da Índia com uma prancha para tentar chegar a uma onda, por isso acho que não tenho grandes limites. Interessa ter boa companhia, visto que no surf um é solidão, dois é perfeito e três já é crowd. E é preciso ter sorte, porque no mar ninguém manda.

 

Descreve-nos a surfada mais perfeita que já tiveste.

 

A surfada perfeita acontece quando faço uma onda de que nunca mais me vou esquecer. Aconteceu recentemente na Ericeira, em que tive a sorte de fazer uma das melhores ondas do dia. Depois, a surfada perfeita também pode ser um dia de boas ondas com dois ou três amigos dentro de água.

 

Quem é, para ti, o surfista perfeito?

 

O John John Florence está num nível acima da maioria, não só em termos de competição, a que assisto, mas também de free surf. Mas para mim o Dane Reynolds continua a ser o melhor surfista, o que mais prazer me dá ver surfar. Tem um surf potente, explosivo e super criativo, e quando se juntam estes três ingredientes temos um surfista fora de série.

 

No mar, a perfeição é o tubo. E fora de água, o que representaria para ti completar o tubo da tua vida?

 

Ter saúde, trabalho e acabar o dia a ver o pôr-do-sol e a beber um bom vinho.

 

Quem seria, para ti, o vencedor perfeito deste evento?

 

Tenho sempre de escolher os portugueses, e em primeiro lugar os portugueses da minha praia, o Nicolau [von Rupp] e o António Silva. No ano passado quem ganhou foi um justo vencedor, o Aritz [Aranburu] estava muito à vontade naquelas ondas, mas este ano quero ver um português levantar o troféu.

 

Quais são as tuas expetativas para o dia do evento, na Nazaré?

 

Uma das características deste evento é precisamente o espetáculo: um espetáculo onde aquilo que conta é o tubo, quem aguenta mais, quem faz o tubo mais profundo. Aquilo fica uma arena de gladiadores, surfistas contra a natureza. Acabam todos por puxar os limites uns dos outros, e é nesse sentido que é um evento único e especial. É isso que se quer ver: os surfistas a fazerem grandes tubos naquelas condições épicas mas também exigentes.


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