A Perfeição Segundo Pedro Lima

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Pedro Lima sempre pronto para uma surfada. Foto: Capítulo Perfeito/Divulgação


Press release - Pedro Lima é, pelo sexto ano consecutivo, Embaixador do Capítulo Perfeito powered by Reef, evento que vai reunir alguns dos melhores surfistas nacionais e internacionais num dia de ondas perfeitas na Praia do Norte, na Nazaré. Fomos saber que ideia faz o ator da perfeição, dentro e fora de água.

 

O que te leva a associares-te a um evento como o Capítulo Perfeito powered byReef?

 

A minha paixão pelo surf, pelo meu país, e o acreditar no conceito do evento, que ao longo destes seis anos tem despertado o interesse de muita gente a nível nacional e também internacional. É um evento que tem sido feito com seriedade, com satisfação para os atletas, patrocinadores e espectadores, ajudando a projetar o país internacionalmente.

 

Até onde irias para surfar a onda perfeita?

 

Devo dizer que não me enquadro no perfil do surfista que anda sempre a viajar à procura da onda perfeita. A minha vida não tem espaço para isso. Mas já fiz muitos quilómetros, já apanhei muitos aviões, já procurei bastante. O importante é precisamente a procura, o caminho. Por muito perfeita que tenha sido a onda que surfámos, acreditamos sempre que a próxima será ainda mais perfeita, continuamos sempre a procurar. É isto que faz com que nos mexamos, arrisquemos, sonhemos, para podermos surfar a onda perfeita.

 

Descreve-nos a surfada mais perfeita que já tiveste.

 

O que tenho mais presente são fins de ano em Sagres, com amigos muito chegados, em que surfei entre o Beliche e a Ponta Ruiva, que são cenários particularmente entusiasmantes. As ondas não são as melhores do país, mas as memórias que ficam são muito agradáveis.

 

Quem é, para ti, o surfista perfeito?

 

Neste momento, é o John John Florence. Tem qualquer coisa de irreverência, qualquer coisa de paciência também, já tem alguma maturidade e tem sempre capacidade de fazer coisas extraordinárias, de nos surpreender com as suas performances. Evidentemente o Kelly Slater ocupa um lugar especial no nosso imaginário, mas o John John começou a fazer coisas mais extraordinárias na onda.

 

No mar, a perfeição é o tubo. E fora de água, o que representaria para ti completar o tubo da tua vida?

 

A família representa o grande tubo da minha vida. Depois surgem questões profissionais, fazer um filme que deixasse um registo, uma memória de qualquer coisa que fosse importante, que entusiasmasse as pessoas, que fosse uma referência para os espectadores e que sobrevivesse ao tempo.

 

Quem seria, para ti, o vencedor perfeito deste evento?

 

Eu gosto muito do Nicolau von Rupp porque é um surfista com créditos firmados em ondas grandes e que tem o perfil de surfista que anda sempre à procura da onda perfeita. E gosto do estilo de surf dele.

 

Quais são as tuas expetativas para o dia do evento, na Nazaré?

 

No ano passado foi um grande espetáculo, que terminou com uma tentativa minha de apanhar alguma ondas, em que pura e simplesmente fui esmagado (risos). Lá dentro o mar tem outra dimensão; cá fora achamos que está grande mas lá dentro é muito mais intenso do que imaginamos.


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