Incêndio destrói fábrica da Pukas Surfboards no País Basco

Pukas

Chamas alastraram-se rapidamente pela fábrica, obrigando à presença de dezenas de bombeiros. Foto: Diario Vasco

 

O fogo consumiu esta segunda-feira a maior fábrica de pranchas da Europa, da Pukas Surfboards. Tudo aconteceu por volta das 17 horas, no País Basco, quando as chamas deflagraram no interior dos armazéns da empresa Olatu, em Oiartzun, onde fica a fábrica da Pukas. Os estragos foram enormes e vários bombeiros tiveram de ser assistidos durante o combate às chamas.

 

A onda de calor que assolou Portugal também se faz sentir por outros pontos da Europa, sendo que ontem se registavam mais de 40 graus em alguns pontos do País Basco espanhol. Ainda assim, não se sabe qual a origem do incêndio, que obrigou a que várias corporações de bombeiros trabalhassem no local. No total, estiveram mais de 50 pessoas a tentar combater as chamas, que obrigaram mesmo à evacuação das habitações na zona próxima da fábrica.

 

"Foi tudo muito rápido", começou por dizer uma testemunha ao jornal local "Diario Vasco". "Tentámos ir buscar água para apagar o fogo, mas não sabíamos de onde vinha. Assim que vimos sair muito fumo, fomos a correr avisar toda a gente para ir para a rua", confessou uma das muitas pessoas que estavam no interior da fábrica a trabalhar.

 

Os trabalhos foram ainda mais dificultados devido ao facto de muitos produtos armazenados na fábrica da Pukas, como resina e outras agentes inflamáveis, serem de combustão rápida. O muito fumo que se fez sentir obrigou ainda à evacuação de seis bombeiros, que chegaram a desfalecer, sendo posteriormente assistidos pelas ambulâncias que estiveram no local.

 

Felizmente, todas as pessoas que estavam dentro da fábrica ficaram em seguranças, não se registando qualquer ferido grave. Apenas um trabalhador teve de ser assistido no local por inalação de fumo, mas nem precisou de ser transportado para o hospital. Já a fábrica, que foi inaugurada em 1988 e que chega a produzir mais de 9 mil pranchas por ano, teve estragos avultados, embora ainda não seja possível quantificar o valor das perdas.

 


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