Mariana Garcia: "[Aposta internacional] vai depender de como correr este ano"

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Mariana atacou sem complexos as ondas nortenhas e foi recompensada por isso. Foto: Pedro Mestre/ANS

 

Quem acompanha de perto o surf nacional certamente que já reparou numa jovem surfista que começa cada vez mais a dar nas vistas. Depois de alguns resultados interessantes nos eventos para Groms ou no Nacional de Esperanças e das representações da Seleção Nacional, desta vez Mariana Garcia surpreendeu com o 3.º lugar alcançado no Sumol Porto Pro, a terceira etapa da Liga Moche 2016.

 

A surfista da Linha conseguiu assim o seu melhor resultado de sempre no circuito nacional, mostrando que o trabalho desenvolvido nos últimos tempos está a resultar. A evolução tem sido contínua e o surf mostrado por Mariana mostra sinais notórios de evolução. O potencial está lá e, certamente, que não demorará muito tempo até que este seja mais um nome a juntar-se ao topo do surf feminino nacional, onde já brilham surfistas como Teresa Bonvalot, Camilla Kemp ou Carol Henrique.

 

Após o resultado alcançado no Porto, era inevitável não falar com Mariana Garcia, até para dar a conhecer aos fãs menos atentos este novo valor do surf feminino nacional. Dessa forma, Mariana é assim a protagonista da "Flash Interview" da última etapa da Liga. Mas quisemos saber um pouco mais do que o habitual...

 

SURFPortugal – Conta-nos como e quando começou a tua aventura no surf?

 

Mariana Garcia – Comecei a surfar quando tinha 11 anos. Emprestaram uma prancha ao meu pai no Guincho e eu fui para dentro de água com ela. Gostei da experiência. Consegui logo ficar de pé na primeira vez que tentei. Era uma prancha bem grande. Depois, mais tarde, comecei a treinar em São Pedro do Estoril, na escola que lá há. Foi aí que aprendi a cortar a onda e a surfar. Quando comecei a querer levar o surf mais a sério e evoluir mais, fui treinar com a atual Surftechnique, atual APS. Treinei com eles até ao final do ano passado e no início deste ano voltei a treinar com o Rodrigo Sousa na Outside Surf Project. Em relação aos treinos, costumo ter três a quatro sessões por semana, complementados com um ou dois treinos físicos por semana.

 

SP – Esperavas atingir este resultado já nesta fase jovem da tua carreira?

 

MG – À espera, à espera não estava. Mas acreditava que conseguia porque tenho treinado muito para chegar a esse objetivo. Neste campeonato consegui. Estou numa fase mais consistente, porque tenho treinado mais. Estou com o surf no pé e isso deixa-me mais confiante. No ano passado não levava a Liga Moche como um objetivo principal, mas este ano já é.

 

SP – Quais são os teus objetivos no imediato e a longo prazo? A carreira internacional é algo que já tens definido nas tuas prioridades?

 

MG – É algo que ainda não tenho bem definido porque vai depender de como correr este ano. Para o ano, provavelmente, vou fazer mais competições na Europa, os Pro Juniores Europeus, onde tenho mais dois anos ainda para competir. Este ano não fiz porque achei que ainda não estava suficientemente preparada e focada para os fazer. Este ano vou ficar basicamente pelos campeonatos nacionais e tentar representar a seleção nos Açores e em Marrocos, no Mundial júnior da ISA e no Eurosurf.

 

SP – O nível do surf feminino português evoluiu muito nos últimos anos. Muito por culpa da ascensão meteórica da Teresa Bonvalot. Acreditas que essa é a causa que dita a consequência da vossa evolução e que isso puxa muito por vocês?

 

MG – Acredito que sim. Tem ajudado muito. A Teresa é um ano mais velha que eu, mas sempre treinei com ela e é bom ter alguém assim por perto. Faz com queiramos sempre treinar mais e ser melhores e puxa por nós para tentarmos estar ao nível dela.

 

Flash Interview

 

SP - Ainda te lembras do primeiro heat que fizeste na Liga Moche?

 

MG – Não me estou a lembrar [pausa]... Foi no Guincho há três anos, quando fui wildcard.

 

SP - A vitória que te deu mais gozo?

 

MG – Foi vencer a Teresa Bonvalot no GromSearch em Peniche, há dois anos.

 

SP - Uma paragem que acrescentarias à Liga Moche?

 

MG – Peniche, no Lagide.

 

SP - Qual a maior personagem da Liga?

 

MG – Mariana Assis.

 

SP - Qual seria a tua final de sonho?

 

MG – Contra a Teresa Bonvalot no Guincho.

 

SP - Qual a glória do surf nacional que gostarias de enfrentar num heat?

 

MG – Maria Abecassis. Quando comecei a competir na Liga Moche ela já tinha deixado.

 

SP - Qual o rapaz com quem não te querias cruzar num heat?

 

MG – Kikas [risos].

 

SP - Que hábito/superstição que tens na véspera da Liga Moche?

 

MG – Não tenho nada.

 

SP - Que surfista internacional te faz ficar acordado de madrugada?

 

MG – Gabriel Medina.

 

SP - O que significa para ti um pequeno-almoço de campeões?

 

MG – Um pequeno-almoço de hotel. Com direito a tudo.

 

SP - Qual o tipo de música que te dá mais pica para entrar na água?

 

MG – The Weeknd.

 

SP - Qual a manobra inovadora que tens andado a treinar mais nos últimos tempos?

 

MG – Aéreo.

 

SP - Imagina que ias numa viagem de sonho para as Maldivas e só podias levar um objeto que não estivesse relacionado com o surf. Qual levarias?

 

MG – Uma cruz ou um terço.

 

SP - E que dois surfistas escolhias para ir contigo?

 

MG – Mariana Assis e Camilla Kemp.

 

SP - Programa ideal sem a prancha de surf?

 

MG – Passear com os meus amigos e estar com eles.



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