Tiago Pires e Carol Henrique vencem etapa inaugural da Liga Meo Surf em Ribeira d'Ilhas

unnamed copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy copy

Mesmo com o avançar dos anos as linhas poderosas de Sacas mantêm-se num nível único entre os seus pares. Foto: Pedro Meste/ANS

 

Tiago Pires e Carol Henrique foram consagrados este domingo como os vencedores da etapa inaugural da Liga Meo Surf, o Allianz Ericeira Pro, que decorreu no mítico palco de Ribeira d'Ilhas, e onde o nível de surf mostrado pelos tops nacionais ajudou a contrariar o céu cinzento que se fazia sentir.

 

Após os dois primeiros dias de prova onde se assistiu a algumas surpresas, como a eliminação do campeão nacional em título Pedro Henrique na 2.ª ronda, devido sobretudo às condições complicadas do mar, no dia final a emoção e o nível subiram, com Saca a ser o grande protagonista do evento, mostrando que, em forma ou não, mesmo sem ir para novo, o seu poderoso jogo de rail continua a ser único entre os nossos e num palco que lhe diz tanto.

 

Tiago Pires repetiu assim o triunfo de há dois anos em Ribeira d'Ilhas, ano em que voltou a competir na Liga, assumindo já a liderança da corrida ao título nacional. Um triunfo com todo o mérito e justiça, que se muitos duvidavam que pudesse acontecer, rapidamente perceberam que estavam enganados. Basta olhar para as rondas finais e perceber que Saca eliminou os melhores surfistas da nossa praça.

 

Tudo começou com um triunfo frente ao espanhol Gony Zubizarreta nos quartos-de-final, muitíssimo equilibrado em que o portuguese tiger levou a melhor frente ao vencedor desta etapa no ano passado por apenas 20 centésimos. Depois seguiu-se um triunfo expressivo frente ao grande favorito – pelo menos a avaliar pela preferência dos fãs na nova fantasy lançada pela ANS. Vasco Ribeiro não teve qualquer possibilidade de contrariar o surf poderoso e letal do rei de Ribeira, que avançava assim para mais uma final no anfiteatro predileto do surf nacional.

 

Do outro lado do quadro, José Ferreira eliminava Marlon Lipke, após já ter vencido à justa Francisco Alves, nos quartos-de-final. Estavam encontrados os finalistas e que melhor cenário Zé poderia exigir para chegar finalmente ao tão ansiado triunfo numa etapa da Liga: bater o primeiro português a brilhar entre a elite mundial em sua casa, algo que já havia feito no passado, mas não numa final. No entanto, a experiência de Tiago acabou por levar a melhor, sobretudo pela forma como leu o mar, vencendo por 16,60 pontos, contra 14,65 do rival.

 

"Em Ribeira D'Ilhas, a receita é simples: esperar pelas ondas boas e fazer aquilo que sei fazer", começou por dizer Tiago Pires, após a conquista do Allianz Ericeira Pro. "Correu bem. Acima de tudo, soube manter-me calmo e escolher as ondas certas, apesar de ter deixado passar algumas boas para o José, no que foi um risco", sublinhou, antes de admitir que pretende continuar a entrar nas etapas da Liga "quando tiver disponibilidade" e de forma "a apoiar o projeto".

 

Já na prova feminina o triunfo acabou por ir parar sem surpresa para Carol Henrique, que depois do título nacional alcançado em 2016 continua a mostrar-se focada e letal nas nossas ondas. A surpresa do lado das raparigas até acabou por ser o nome da outra finalista, uma vez que a jovem algarvia Yolanda Hopkins bateu Teresa Bonvalot nas meias-finais, avançando para o heat decisivo.

 

Após ter mostrado grande superioridade na meia-final frente a Camilla Kemp, Carol apenas teve de seguir à risca o plano até aí já evidenciado para levar de vencida a sua oponente, embora Yolanda ainda tenha dado boa réplica. Mas na parte final do heat, Carol soltou a pressão e acabou por fazer a diferença, confirmando o favoritismo e vencendo com um score de 12,50, contra 7,0.

 

"Foi difícil e, por isto, estou muito feliz", começou por dizer a surfista luso-brasileira, que venceu pela primeira vez na Ericeira. "Não estavam a vir muitas ondas e eu estava sentada à espera. A dada altura, falhei uma numa onda boa e caí. Mas, a um minuto do fim, apanhei a onda que faltava, soltei a minha raiva e consegui", frisou, antes de revelar que em 2017 o seu foco vai ser a "nível internacional", embora garante querer participar em todas as etapas da Liga para "lutar pela revalidação do título nacional".

 

O espetáculo terminou ainda com ação de palmo e meio. A final do novíssimo Moche Groms Cup serviu para nos mostrar uma lição de talento por parte de Guilherme Ribeiro, vencedor unânime deste evento, como também para assegurar que o futuro do surf nacional está bem entregue, com seis jovens talentos a surfarem sozinhos uma das direitas rainha do surf europeu e mostrando já boa aptidão para o fazerem. A Liga Meo Surf segue agora para o Porto, em maio.



BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS

FOTOGALERIAS