Russel Bierke vence o Red Bull Cape Fear aos 18 anos e com nota 10

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Bierke numa bomba apanhada ainda no primeiro dia do evento. Foto: Red Bull

 

Terminou esta terça-feira a segunda edição do Red Bull Cape Fear, com a vitória a ficar nas mãos do jovem australiano Russel Bierke. Depois de a prova ter ficado incompleta na segunda-feira, após um dia completamente insano em que a vida dos surfistas esteve em risco, tudo se decidiu no segundo dia do evento, sendo um jovem de 18 anos a conquistar em Ours aquele que é, muito provavelmente, o evento mais insano do surf mundial.

 

A ação no dia de ontem correu o Mundo, sobretudo pelo facto de alguns dos surfistas que entraram em prova terem ido parar ao hospital. Algo que acaba por ser natural quando se enfrenta um slab incontrolável, com tubos na casa dos 5 metros. Desta vez, a ação terá sido mais calma, colimando numa final intensa, onde o vencedor acabou por decidir a questão graças a um tubo nota 10.

 

Foi já com a notícia de que Justen "Jughead" Allport está a recuperar bem do acidente sofrido ontem, após um dos wipeouts mais assustadores que vimos nos últimos tempos, que Ryan Hipwood, James "Rooster" Adams, Koby Abberton e Russel Bierke disputaram a final entre si. Foi com a tal nota 10 que Bierke fez a diferença, conquistando assim um evento que foi descrito unanimemente pelos competidores como aquele em que surfaram as condições mais exigentes de sempre.

 

Neste dia final também houve direito a wipeouts, mas são ainda poucas as imagens disponibilizadas pela Red Bull da ação que passou em direto esta madrugada. Espera-se, no entanto, que o vídeo dos melhores momentos desta prova especial salte cá para fora, prometendo que vos manteremos a par da situação.

 

Para terminar, houve ainda alguma polémica pelo meio. Na sua primeira edição, em 2014, o Red Bull Cape Fear apresentou um leque de surfistas internacionais convidados, que enfrentaram os australianos. Contudo, agora apenas os locais participaram no evento. Segundo uma entrevista concedida pelo havaiano Albee Layer – um dos convidados desta ano – à revista Stab, tudo se deveu ao facto de a WSL ter proibido os seus surfistas de entrar no evento.

 

Layer acabou por ceder à pressão de não entrar em prova, mas revelou estar arrependido de não o ter feito, depois de ver as imagens do primeiro dia. Para além disso, o big rider havaiano criticou ainda abertamente a política da WSL. Para Albee Layer faz sentido evitar que os surfistas do World Tour surfem nestes eventos. Mas não os surfistas do Big Wave Tour, que têm apenas dois a três eventos por ano e que ganham cinco vezes menos prize money que os seus colegas da shortboard.



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