Maior número de vagas permite mais portugueses no QS10000 de Ballito

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Kikas será um dos seis - que poderão ser sete... - portugueses a rumar à África do Sul. Foto: WSL

 

Aproxima-se a passos largos o primeiro QS10000 do circuito mundial de qualificação e quando se esperava que em 2016 a armada lusa ficasse algo reduzida, depois de um ano de 2015 menos conseguido por parte de alguns dos membros, eis que surgem algumas novidades no formato competitivo dos principais eventos do WQS. O número de surfistas vai alargar, o que permite à armada lusa ficar praticamente intacta em relação ao ano anterior.

 

O Ballito Pro, que se realiza na África do Sul entre 27 junho e 3 de julho, tem já disponível a lista de inscritos, onde se pode apurar algumas diferenças em relação ao que se passou nos QS10000 do ano passado. Agora, estes importantes eventos passarão a permitir a entrada direta a 112 surfistas. E já não começarão todos a sua participação na mesma ronda, havendo uma ronda inicial para os menos cotados.

 

Caso as coisas se mantivessem como no passado, o surf nacional estaria representado em Ballito por apenas três surfistas: Pedro Henrique, Vasco Ribeiro e Frederico Morais. Foram eles os melhores classificados em 2015, terminando bem dentro do top 100 mundial. Vida mais complicada teria Marlon Lipke, Tomás Fernandes, José Ferreira e Nic von Rupp. Já Tiago Pires deixou a competição internacional...

 

Ou seja, Pedrinho, Vasco e Kikas têm assim entrada direta para a 2.ª ronda (ronda de 96) do evento sul-africano, beneficiando desse estatuto de top seeds. Já Marlon, Tomás e Zé conseguiram seeding para entrar diretamente para o evento, começando a competir logo na ronda inaugural (Ronda de 112). Nicolau não conseguiu entrada direta, mas o facto de ser o quarto alternate deve garantir-lhe ainda uma vaga, o que faria com que a armada lusa fosse composta por sete surfistas.

 

As novidades não se ficam por aqui, uma vez que a WSL mostra mais uma vez que está atenta ao momento de forma dos surfistas no WQS e que toma decisões justas em prol dos surfistas. Como a rotação do seeding só acontece a meio do ano e alguns surfistas menos cotados têm já tido bons resultados na primeira metade da época, a WSL reservou vagas para os melhores surfistas de cada continente que não conseguem entrar no evento diretamente pelo seeding.

 

O italiano Leo Fioravanti é um desses casos. Atualmente no primeiro lugar do ranking WQS, vai beneficiar da vaga que será do melhor classificado do WQS que fica de fora da lista pelo seeding do ano passado – o facto de se ter lesionado com gravidade no início de 2015 fez com que terminasse o ano com um ranking baixo. Depois há ainda vagas para o melhor surfista do ranking por continente, entre aqueles que estão de fora da primeira lista.

 

Em relação aos wildcards a WSL fica com dois convites para a 2.ª ronda e mais dois para a primeira, sendo que o evento tem duas entradas para a 2.ª ronda. Fica ainda a faltar uma vaga para o vencedor dos trials de Ballito. Os jovens sul-africanos Dylan Lightfoot e Matthew McGillivray receberam já os wildcards que garantem entrada direta para a 2.ª ronda, eles que têm estado em destaque no arranque no WQS em 2016.

 

Por fim, destaque para a presença em Ballito de muitos nomes do World Tour. São 15 os surfistas da elite mundial que estão inscritos – acrescentando ainda os suplentes Dusty Payne e Stu Kennedy -, com destaque para a presença do sul-africano Jordy Smith, do francês Jeremy Flores e do campeão mundial Adriano de Souza.



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