Tevita Gukilau: O surfista e mineiro que vai enfrentar a elite mundial nas Fiji

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Gukilau conhece bem a onda de Cloudbreak e promete ser uma ameaça. Foto: Tevita Gukilau/Facebook


Estamos a cerca de um mês do arranque do Fiji Pro e a elite mundial ainda agora chegou ao Brasil. No entanto, já é conhecido o nome do primeiro wildcard para a quinta etapa do World Tour. Tevita Gukilau foi o vencedor dos trials locais e garantiu assim o direito de enfrentar os melhores surfistas do Mundo.

 

A etapa das Fiji tem a peculiaridade de garantir sempre uma vaga aos locais. Apesar da experiência que os surfistas locais têm nas ondas de Cloudbreaks e Restaurants, esta é das poucas etapas onde ter um wildcard pela frente acaba por ser quase sempre um bónus, uma vez que o nível técnico é muito diferente.

 

Este ano será Gukilau a ter essa missão, ele que se estreia em provas do Tour. Durante dois dias de prova, Gukilau superou os outros 11 candidatos locais que estiveram em ação no Cloudbreak Clothing Fiji Pro Wildcard Trials. O lugar foi conseguido depois de somar 19,10 pontos na final dos trials, onde bateu Inia Nakalevu, precisamente o wildcard do ano passado.

 

Mas quem é mesmo Tevita Gukilau? Nasceu na Austrália, mas o pai é originário de Kadavu, tendo por isso dupla nacionalidade. Tem 31 anos e divide o seu tempo entre a ilha de Namotu e a Austrália, onde trabalha como mineiro. Ainda assim, consegue encontrar tempo para surfar nas ondas das Fiji, que garante terem uma qualidade inigualável em todo o planeta.

 

Na WSL apenas há um registo de Gukilau. Foi em 2008, quando entrou numa prova de 1 estrela no Oeste australiano, o Sunsmart Surfmasters, em Geraldton, tendo ficado no 5.º posto. Mesmo faltando saber a quem a WSL irá dar o outro lugar de wildcard, é certo que pelo facto de não ter ranking, irá enfrentar na ronda inaugural do evento o surfista que chegar ao Fiji Pro na liderança mundial.

 

"Estou de volta, depois de algum tempo entre as Fiji e a Austrália", começou por dizer, logo após vencer os trials. "Gasto o máximo de tempo que consigo dentro de água. Cloudbreak é a minha onda favorita e tento aproveitá-la sempre que posso. Foi um fim-de-semana incrível, pois Cloudbreak esteve no seu melhor. Já estava feliz só por ter a oportunidade de surfar nestas condições, por isso ganhar foi um bónus", frisou.

 

Tevita Gukilau tem agora cerca de um mês para preparar a sua estreia frente à elite mundial, mostrando o desejo de provar a todos que os surfistas das Fiji também têm muito talento. Curiosamente, há alguns meses a revista australiana Stab fez uma produção em vídeo sobre Gukilau. É dos poucos registos encontrados sobre este surfista desconhecido que se vai cruzar com os melhores do Mundo no início de junho.

 



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