Oi Rio Pro 2016 – Antevisão

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É condições destas que todos procuram no novo palco do evento brasileiro. Foto: WSL

 

Está aí (finalmente) à porta a quarta etapa do World Tour, o Oi Rio Pro. E dizemos finalmente porque já não aguentamos tanto jogo fora de água. Queremos é ver ação dentro de água e de preferência em ondas de nível, como o Grumari poderá oferecer. Esta edição do evento brasileiro está já marcada por muita polémica. A todos os níveis. Mas vamos deixar que sejam os surfistas – aqueles que vão competir – a liderar o espetáculo.

 

Ausências, poluição do mar, mega estrutura que vira estrutura danificada, insegurança, doenças. Enfim, a lista de polémicas vai longa. Tal como a de ausentes. O último a juntar-se a esta espécie de complô que se formou contra o Rio foi Kelly Slater. O 11 vezes campeão mundial alegou motivos pessoais, confirmando apenas ontem a sua não ida ao Brasil. De fora ficam ainda Joel Parkinson e Kai Otton, também eles por assuntos delicados.

 

Apesar das baixas de peso, o povo brasileiro tem motivos para estar confiante. Na água a tempestade brasileira vai ser defendida por um recorde de 14 surfistas – só dois heats da ronda inaugural não têm brasileiros. Lucas Silveira, que foi convidado a ocupar a vaga deixada em aberto por Slater, e , que venceu esta segunda-feira os trials, vão juntar-se à restante elite mundial e aos outros muitos substitutos que, entretanto, também se juntaram ao evento.

 

Apesar de desfalcada, esta é uma etapa do circuito como todas as outras. A importância para a luta pelo título não pode ser ignorada, até porque nenhum surfista pode rejeitar a hipótese de vencer uma etapa. Sejam em que país e em que condições forem. Quem não foi, já perdeu essa oportunidade. E talvez também coloque em cheque a luta por um eventual título mundial. Resta esperar que os que estão em prova elevem o nível. Já a partir de amanhã!

 

Spot do evento? Depois de uma alteração em cima da hora, o Grumari passa de palco secundário para principal. No entanto, o Postinho da Barra da Tijuca continua a ser uma opção para a realização do evento.

 

O que procuram os juízes? Vai depender das ondulações e das condições do vento, mas é possível que se vejam uns tubos. Contudo, esta é uma das etapas que mais apela à rápida adaptação dos surfistas a todo o topo de condições. Deverá ver-se um pouco de tudo...

 

Previsões? Embora seja um swell que se encontra a descer, há boas probabilidades de a prova arrancar já no primeiro dia da janela de espera. Nas primeiras horas do dia até o offshore irá marcar presença. No resto da semana a tendência é para cair, pelo que só na segunda semana do evento deverá existir mais ação.

 

Horário? Menos 4 horas que em Portugal (8 horas na Austrália/12 horas em Portugal Continental).

 

Quem vai estar em prova? (Alguns dos) 34 melhores e as 17 melhores surfistas do Mundo, mais um wildcard (Deivid Silva e Silvana Lima) e ainda o vencedor dos Trials (Marco Fernandes).

 

Quem são os campeões em título? Filipe Toledo e Coutney Conlogue.

 

Rookies? No Tour masculino há sete rookies: os australianos Davey Cathels, Jack Freestone e Ryan Callinan, os norte-americanos Kanoa Igarashi e Conner Coffin e os brasileiros Caio Ibelli e Alex Ribeiro. No WWT temos duas rookies: a australiana Keely Andrew e Chelsea Tuach (Barbados).

 

Locais do Rio no Tour? Apesar dos 14 representantes na prova masculina, apenas a única representante brasileira na prova feminina (Silvana Lima) vai jogar em casa.

 

Quem está em altas? Matt Wilkinson, Sebastian Zietz, Julian Wilson, Tyler Wright e Courtney Conlogue.

 

Quem precisa de um resultado? Praticamente todos, pois os circuitos ainda estão no começo. Mas os principais candidatos ao título estão já sob grande pressão, sem poderem facilitar mais. Gabriel Medina, Adriano de Souza e Stephanie Gilmore são exemplo disso mesmo.

 

Apostas seguras? Filipe Toledo (se estiver a 100%), Julian Wilson, John John Florence, Carissa Moore, Courtney Conlogue.

 

Quem pode surpreender? Matt Banting, Caio Ibelli, Tatiana Weston-Webb.

 

Darkhorse? Italo Ferreira, Kolohe Andino, Silvana Lima.

 

Lesões (conhecidas)? Owen Wright e Bede Durbidge ainda recuperam de lesões graves e falham esta etapa. Filipe Toledo e Jack Freestone parecem estar recuperados e por isso regressam à competição. Há ainda a ausência dos "pré-reformados" Mick Fanning e Taj Burrow, assim como de Kai Otton e Kelly Slater por "assuntos pessoais" e Joel Parkinson devido a alegada lesão. Para combater estar sete ausências foram chamados os quatro substitutos do Tour (Adam Melling, Stu Kennedy, Sebastian Zietz e Dusty Payne), o italiano e líder do WQS Leonardo Fioravanti, o campeão brasileiro em título Bino Lopes e o campeão mundial júnior em título, o também brasileiro Lucas Silveira.

 

Heat draw masculino:
H1: Filipe Toledo (BRA), Kanoa Igarashi (USA), Dusty Payne (HAW)
H2: Gabriel Medina (BRA), Stu Kennedy (AUS), Leonardo Fioravanti (ITA)
H3: Julian Wilson (AUS), Davey Cathels (AUS), Deivid Silva (BRA)
H4: Italo Ferreira (BRA), Miguel Pupo (BRA), Bino Lopes (BRA)
H5: Matt Wilkinson (AUS), Jadson Andre (BRA), Marco Fernandez (BRA)
H6: Adriano de Souza (BRA), Keanu Asing (HAW), Lucas Silveira (BRA)
H7: Nat Young (USA), Michel Bourez (PYF), Alex Ribeiro (BRA)
H8: Jordy Smith (ZAF), Conner Coffin (USA), Jack Freestone (AUS)
H9: Jeremy Flores (FRA), Josh Kerr (AUS), Adam Melling (AUS)
H10: Kolohe Andino (USA), Wiggolly Dantas (BRA), Ryan Callinan (AUS)
H11: Sebastian Zietz (HAW), Adrian Buchan (AUS), Alejo Muniz (BRA)
H12: Caio Ibelli (BRA), John John Florence (HAW), Matt Banting (AUS)


Heat Draw feminino:
H1: Sally Fitzgibbons (AUS), Bianca Buitendag (ZAF), Laura Enever (AUS)
H2: Tatiana Weston-Webb (HAW), Malia Manuel (HAW), Keely Andew (AUS)
H3: Courtney Conlogue (USA), Bronte MaCaulay (AUS), Silvana Lima (BRA)
H4: Tyler Wright (AUS), Nikki van Dijk (AUS), Coco Ho (HAW)
H5: Carissa Moore (HAW), Sage Erickson (USA), Chelsea Tuach (BRB)
H6: Stephanie Gilmore (AUS), Johanne Defay (FRA), Alessa Quizon (HAW)



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