Joel Parkinson: "Sou dos mais velhos, mas tenho a ambição de um grom dentro de mim"

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Campeão mundial de 2012 garante estar focado no que tem pela frente. Foto: WSL

 

Com 35 anos acabados de fazer e com os seus grandes amigos de geração (Fanning e Taj) a pendurarem a prancha de forma repentina, muitos apontam Joel Parkinson como o próximo a saltar do barco. Contudo, o campeão mundial de 2012 nega que tenha a intenção de se "reformar" brevemente, garantindo que a paixão pela competição ainda vive dentro de si.

 

Felizmente, o cenário de debandada geral do Tour parece afastado. "Posso ser um dos surfistas mais velhos em competição hoje em dia, mas sou provavelmente aquele que tem a maior ambição de um grom dentro de mim", assegura Parko, que está na sua 16.ª temporada entre a elite mundial. "É isso que me dá força", reforça.

 

Com dezenas de triunfos em etapas, quatro vice-títulos mundiais e um título, o ano de 2015 não correu da melhor forma ao australiano. Parkinson terminou o ano no 13.º posto, naquela que foi apenas a quarta ocasião em que ficou fora do top 10 final. Mas, curiosamente, agora é um dos favoritos em melhor posição, após um arranque de temporada cheio de surpresas.

 

"Sinto que estou a ficar cada vez mais novo", sublinha o atual número 5 do ranking do World Tour, destacando ainda a quantidade de talento que se vê por estes dias no circuito. "É algo muito bom, pois ajuda-me a manter-me inspirado para surfar melhor, usando os pontos fortes com que fui evoluindo", refere.

 

Mais do que pensar em títulos, Joel Parkinson garante que o seu objetivo passa por proporcionar bons momentos de surf aos fãs. "Tenho assistido a algum do surf mais incrível que se faz atualmente. Em Snappers senti-me bastante entusiasmado, ansioso e desejoso de vencer. Cheguei aos quartos-de-final, o que foi um bom resultado, mas sentia que tinha mais para dar. Não estou a falar de títulos... apenas quero dar mais espetáculo", afirma.

 

A verdade é que depois do 5.º lugar na etapa inaugural, Parko teve uma derrota precoce na 3.ª ronda em Bells Beach. Mas compensou esse percalço com um 3.º posto em Margaret River. Foi a primeira vez que avançou até às meias-finais desde J-Bay, em 2014. Um sinal que o veterano surfista aussie está de volta à melhor forma. Agora segue-se o Rio de Janeiro.

 

Joel já provou do melhor e pior no Brasil. Em 2012, ano em que chegou ao título mundial, conseguiu ali chegar à final, sendo apenas superado por John John Florence. Mas no ano passado, por exemplo, perdeu logo na 2.ª ronda. Na estreia nas ondas cariocas vai ter pela frente outro dos "cotas" do Tour. Nada mais, nada menos que Kelly Slater.

 

Veremos se Parko continua a dar show e se no final não será um dos surfistas melhor colocados para lutar pelo título mundial, num ano que está a ser extremamente atípico. A verdade é que para isso acontecer terá, muito provavelmente, que quebrar um enguiço que já leva quase três anos. Foi em junho de 2013, no Oakley Pro Bali, que Parko venceu a sua última etapa do Tour. Vontade para inverter o rumo dos acontecimentos não lhe parece faltar...



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