Uma etapa do Tour na piscina de ondas de Slater? Pode ser uma realidade breve

Kelly-Slater-Wave-Pool-0

Uma etapa do circuito em ondas de chocolate. Quem não queria? Foto: Kelly Slater Wave Company

 

Passaram ainda poucos meses desde que Kelly Slater fez explodir a bomba da sua nova piscina de ondas, que colocou diante do nosso olhar a onda mais perfeita jamais feita pelo homem. Um tubo de chocolate contínuo e que foi trabalhado durante quase 10 anos. Não foi preciso muito tempo para que se colocasse a possibilidade de um dia receber provas de surf.

 

O futuro passará sem qualquer tipo de dúvida por aí. Resta saber quanto tempo demora esse futuro a chegar. Uma tecnologia daquelas é a ideal para os Jogos Olímpicos. Não os de 2020, que irão ser no mar, caso o surf consiga mesmo entrar no círculo olímpico. Mas as edições futuras, certamente. Então e o Tour? Não falta quem pense nisso.

 

Depois de uma brincadeira de o dia 1 de abril e de muita especulação, a revista australiana Stab avança essa forte possibilidade no seu site. A data prevista é 2018. Para ser anunciada no calendário do próximo ano, a tecnologia teria de ser inserida num parque maior, uma vez que o atual complexo que Kelly mostrou ao Mundo parece não ter as condições necessárias de espaço.

 

A Stab não se ficou por suposições e confrontou mesmo Dave Prodan, diretor de comunicação da WSL, sobre esta situação. No seu habitual estilo de "nim", Prodan não rejeitou essa possibilidade, mas lembrou que são necessários vários procedimentos para que a entrada de uma piscina de ondas para o Tour passe a ser uma realidade.

 

"O gabinete do comissário da WSL continua a trabalhar de perto com todas as tecnologias de piscinas de ondas que começam a emergir de forma a perceber qual é, e se há realmente alguma, mais apropriada", afirmou Prodan, antes de confessar a satisfação da WSL com aquilo que está a ser visto: "Dito isto, estamos bastante animados com o potencial que estas novas tecnologias representam".

 

Contudo, a aceitação de uma etapa num local destes só acontecerá após a aceitação do comissariado da WSL, que para acontecer terá de passar previamente por uma bateria de testes. Será certamente uma chatice para Kieren Perrow e companhia terem um encontro de primeiro grau com a onda criada por Slater...

 

Certo é que muitos dos surfistas do Tour ficaram logo deliciados com as primeiras imagens reveladas por Slater e estão ansiosos por poder testá-la. Tal como o facto de um dos sócios de Kelly Slater (Terry Hardy) pertencer à ZoSea, empresa que controla a WSL. Enquanto as previsões de a Kelly Slater Wave Company ser palco de uma etapa do Tour em 2018 não se confirmam, há já rumores de que em agosto deste ano irá acontecer um evento reduzido e pouco falado, que servirá de teste à introdução da competição naquele palco de sonho.



BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS

FOTOGALERIAS