Moche Rip Curl Pro Portugal com impacto económico superior a 10 milhões de euros

Impacto Econmico Peniche 2015

Etapa portuguesa do World Tour voltou a apresentar número bastante positivos.

 

Foi esta segunda-feira apresentado em Peniche o estudo do impacto sócio-económico gerado pela realização do Moche Rip Curl Pro Portugal 2015, etapa do World Tour da WSL, que se realizou em outubro nas ondas, precisamente, de Peniche. Segunda a estimativa divulgada, a etapa gerou lucros na economia que se preveem superiores aos 10 milhões de euros.

 

O impacto económico da prova foi avançado por João Paulo Jorge, que liderou a equipa de investigadores do Instituto Politécnico de Leiria responsável pelo estudo económico. O valor foi calculado nos gastos médios diários dos 100 mil visitantes que, segundo o estudo, estiveram em Peniche a assistir à competição nos 10 dias em que decorreu. O valor total apresentado é de 10.677.342 euros.

 

Os investigadores estimaram em 77,42 euros as despesas médias diárias (38,48 euros no caso dos portugueses e 148,70 euros no caso dos internacionais), que resultaram num gasto total de 7,7 milhões de euros (5,2 milhões por visitantes internacionais e 2,5 milhões por portugueses). A essa despesa deixada na economia da região Oeste pelos visitantes acrescem ainda 1,6 milhões de despesas efetuadas no país por pessoas ligadas ao evento, como organização e comunicação social.

 

Do bolo total de 10,6 milhões de euros, estima-se que 1,3 milhões de euros sejam lucros indiretos na economia. O evento gerou ainda uma receita fiscal de 1,2 milhões de euros. Dos cerca de mil inquiridos neste estudo, 66,4% dos portugueses e 40,3% de estrangeiros já assistiram a edições anteriores do evento, o que revela que "há uma fidelização na prova". Este estudo apresenta um nível de confiança de 95%.

 

A apresentação contou ainda com a divulgação de alguns números referentes à WSL e ao alcance cada vez mais crescendo que o surf tem a nível mundial. Estima-se que o evento tenha tido um retorno de cerca de 30 milhões de euros para as marcas, sendo que a grande maioria (25 milhões) seja da responsabilidade da televisão. Rádio (243 mil), Imprensa (1,78 milhões) e Online (2,68 milhões) têm um bolo bem mais pequeno nesta matéria.

 

Portugal surge ainda como um dos países que gera mais tráfego na transmissão web das etapas (1,8 milhões), superado apenas pela Austrália, Estados Unidos e Brasil, que lidera de longe esta tabela, com 6,2 milhões. O total de pageviews do site da WSL (worldsurfleague.com) redobrou ainda em relação ao ano anterior, passando de 19,4 milhões para 42,9 milhões.

 

A apresentação sublinha ainda o constante crescimento dos fãs de surf ao longo do Mundo, estipulando o número atual em 120 milhões, sendo que a maioria vem dos Estados Unidos (41 milhões), Brasil (33) e Europa (30). Nos Estados Unidos o surf como negócio representa 6,3 biliões de dólares, estimando-se que suba para os 13 biliões até ao próximo ano de 2017.



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