Teresa Bonvalot em 5.º na Austrália; Caroline Marks no WWT aos 15 anos

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Teresa alcançou a melhor prestação do ano no último evento da temporada. Foto: WSL/Bennet


Só terminou nos quartos-de-final a caminhada de Teresa Bonvalot no Port Stephens Toyota NSW Pro, evento QS6000 que terminou no domingo na Austrália. A surfista portuguesa alcançou o 5.º posto, naquele que foi o seu melhor resultado do ano e garantiu a entrada no top 30 do ranking de qualificação mundial feminino.

 

Teresa apenas foi travada no final final, depois de perder no heat 1 dos quartos-de-final frente à australiana Holly Wawn. Numa bateria onde esteve desencontrada com as ondas, ao contrário do que se tinha passado nos outros dias de campeonato, a bicampeã europeia júnior em título fez apenas 2,17 pontos, contra os 12,23 da adversária.

 

Este foi o último evento do ano no WQS feminino e a vitória sorriu à francesa Johanne Defay, que bateu a havaiana Tatiana Weston-Webb na final e terminou o ano como líder deste ranking. Defay venceu o segundo QS6000 da temporada, depois de já ter vencido na Austrália no início da época, em Newcastle. No entanto, o 9.º lugar que ocupa no ranking feminino pode fazer com que não precise da posição no WQS.

 

Quanto às contas, com a derrota nas meias-finais a jovem australiana e campeã mundial júnior em título Macy Callaghan falhou a qualificação de forma dramática. Callaghan perdeu para Weston-Webb nas meias-finais, por apenas 0,60 pontos. Se tivesse passado entrava em lugares de qualificação. Ainda assim, as contas não estão fechadas, pois a última etapa do WWT pode mudar alguns cenários, consoante terminar o ranking do circuito mundial.

 

Se tudo terminasse neste momento, as seis surfistas qualificadas pelo WQS seriam Tatiana Weston-Webb, Silvana Lima, Bronte MaCaulay, Coco Ho, a adolescente Caroline Marks, de apenas 15 anos, e a veterana neozelandesa Paige Hareb. As quatro primeiras requalificam-se. Hareb seria um regresso e Marks a única rookie em 2018. Todas elas já têm o lugar garantido, mas há algo que ainda pode mudar.

 

Se, por exemplo, Defay sair do top 10 do WWT ficaria com a vaga pelo WQS. Mas a surfista ainda com hipóteses de a ultrapassar na última etapa em Maui, que é Tatiana Weston-Webb tem vaga garantida pelo WQS. O mesmo acontece no caso de Keely Andrew, que fecha o top 10. Então, o que faz com que as contas não estejam fechadas? Se Weston-Webb subir ao 9.º posto do ranking do WWT por troca direta com Nikki van Dijk, deixa de precisar da sua vaga e aí será Macy Callaghan a apurar-se no último lugar do WQS.

 

Quanto às portuguesas Carol Henrique foi a melhor classificada, terminando o ano num excelente 26.º posto. Já Teresa subiu até ao 30.º posto do ranking, após conquistar 2650 pontos nesta última etapa. Ambas vão iniciar 2018 com um bom seeding para tentarem lutar por uma vaga no WWT do ano seguinte.



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