As contas para John John ser campeão mundial em Portugal e a "confusão" no WWT

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John John Florence já começa a olhar mais de perto para o segundo título mundial da carreira. Foto: WSL

 

A derrota de Jordy Smith na 3.ª ronda em França e o 3.º posto alcançado por John John Florence inverteram a balança no ranking do World Tour. O havaiano acabou por beneficiar da eliminação precoce do sul-africano, roubando-lhe a liderança da corrida pelo título. Mas também ficou mais perto de revalidar o título mundial conquistado no ano passado.

 

Pode até ser já em Portugal, onde se vai disputar a 10.ª e penúltima etapa do World Tour 2017, a partir de sexta-feira, que tudo fica decidido. Tal como aconteceu no ano passado, com John John a ser coroado em Supertubos. A verdade é que o havaiano tem hipóteses matemáticas de fazê-lo e nem precisa de vencer a etapa. Se muitos podem julgar pouco provável de acontecer, basta recordar que no ano passado o cenário não era muito diferente.

 

No entanto, há ainda oito surfistas com hipóteses matemáticas de chegar ao título: John John Florence, Jordy Smith, Gabriel Medina, Owen Wright, Matt Wilkinson, Julian Wilson, Adriano de Souza, Filipe Toledo. Embora realisticamente falando a luta se resuma apenas a John John e Jordy, com Gabriel Medina ainda a poder sonhar mais que os restantes, depois de ter subido ao top 3 com o triunfo em Hossegor. Vejamos então os cenários.

 

John John é campeão em Portugal se:

 

- Vencer e Jordy não chegar aos quartos-de-final (9.º ou pior);

 

- Chegar à final (2.º), Jordy não passar da terceira ronda (13.º ou pior) e Medina, Wilko e Owen não vencerem o evento.

 

Basicamente, vencendo em Portugal Florence acaba logo com as esperanças de Medina, Owen Wright, Matt Wilkinson, Julian Wilson, Adriano de Sousa e Filipe Toledo. Depois é esperar pelo que faz Jordy Smith, que precisaria de, pelo menos, um 5.º posto para adiar a decisão para o Havai.

 

Mas mesmo não vencendo, basta chegar à final, esperar mais uma escorregadela europeia de Jordy e que o vencedor não seja o trio que segue do 3.º ao 5.º posto do ranking. Em caso de final, John John arrumaria Julian, Mineiro e Toledo na luta. Eis as ténues esperanças dos que vêm atrás na corrida.

 

Se John John for 3.º em Portugal:

 

- A corrida vai automaticamente para o Havai... e até pode perder a liderança em Supertubos para Jordy Smith, se este vencer a etapa.

 

- Toledo e Adriano ficam logo fora da luta;

 

- Julian só continua na luta se ganhar o evento;

 

- Wilko e Owen têm de ir à final;

 

- Medina às meias-finais.

 

Se John John for 5.º em Peniche:

 

- Adriano está automaticamente fora;

 

- Toledo tem de ganhar para continuar na luta;

 

- Julian tem de fazer a final;

 

- Wilko e Owen têm de fazer as meias-finais;

 

- Medina tem de ser 5.º classificado.

 

Se John John for 9.º em Peniche:

 

- Adriano só continua na luta se ganhar;

 

- Toledo e Julian só se fizerem a final;

 

- Wilko e Owen se fizerem quartos-de-final;

 

- Medina se for 9.º classificado.

 

Título feminino embrulhado

 

Sally Fitzgibbons é líder do ranking, mas Tyler Wright e Courtney Conlogue também só dependem

delas próprias para alcançar o título. Carissa Moore e Stephanie Gilmore ainda estão vivas na luta, mas precisam de "milagre".

 

A vitória de Carissa Moore no Roxy Pro France teve o condão de complicar as contas pelo título mundial feminino, o que faz com que o WWT vá para Maui, no Havai, onde no próximo mês se disputa a etapa final do circuito, em polvorosa. Há cinco surfistas ainda na luta, mas as três primeiras do ranking estão dependentes apenas de si próprias para chegarem ao título.

 

Hossegor deixou quase tudo na mesma e nem a derrota precoce de Courtney Conlogue, que fez com que fosse ultrapassada por Tyler Wright na vice-liderança, fez com que algo se começasse a definir. O equilíbrio na frente é tão grande que Sally Fitzgibbons é líder, mas pode perder esse estatuto a partir do momento em que a campeã mundial Tyler Wright chegue aos quartos-de-final – a campeã mundial passaria para a frente por 200 pontos. Os descartes têm destas coisas...

 

A verdade é que Tyler chegou a considerar-se como estando fora da corrida devido à lesão no joelho que sofreu em Portugal, mas as meias-finais alcançadas em França ainda lhe dão esperança. Aliás, a campeã mundial precisa apenas de ser melhor que a concorrência direta. Mas, tal como Sally e Tyler, também Courtney Conlogue "só" precisa de vencer para ser campeã mundial. Basicamente, este é um trio que não depende de terceiros.

 

As contas só são mais complexas para Carissa Moore, atual 4.ª do ranking, e Stephanie Gilmore (5.ª). Nem os nove títulos conjuntos – três da havaiana e seis da australiana – e a experiência acumulada que isso lhes confere podem valer de muito. Ambas têm de vencer em Honolua Bay e esperar que as rivais não cheguem às rondas finais. Os requisitos são basicamente os mesmos.

 

Para Sally Fitzgibbons, Tyler Wright e Courtney Conlogue serem campeãs:

 

- Qualquer uma delas que vença o evento é campeã;

 

- A que fizer melhor que as rivais, sendo que a partir dos quartos-de-final, se lá chegar, Tyler assume a liderança virtual do ranking.

 

Para Stephanie Gilmore ou Carissa Morre serem campeãs:

 

- Têm de vencer e esperar que Sally e Tyler não cheguem às meias-finais e Conlogue não vá à final.



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