Frederico Morais estreia-se em Supertubos no heat 12 e com muito swell à vista

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Kikas vai voltar a um palco que já conhece, mas desta vez como membro do WCT. Foto: WSL

 

Já é conhecido o heat draw oficial do MEO Rip Curl Pro Portugal, a décima e penúltima etapa do World Tour 2017 que arranca na sexta-feira em Peniche, na mítica praia de Supertubos, e que vai contar, pelo menos, com dois portugueses em ação. No entanto, só Frederico Morais sabe, para já, quem vai enfrentar na estreia.

 

Tal como em França, mas desta vez no heat 12, Kikas vai ter pela frente o tricampeão mundial Mick Faning e o rookie brasileiro Ian Gouveia, que saiu vencedor da bateria em Hossegor. Trata-se de uma simples coincidência, uma vez que todos mudaram de posição no ranking, mas acabaram por voltar a ficar juntos no draw, desta vez com Fanning como top seed.

 

Vai ser assim preciso esperar pela última bateria da ronda inaugural para ver Frederico em ação, ele que vai procurar em Peniche manter a liderança da corrida ao título de rookie do ano, ocupando atualmente o 13.º posto do ranking e estando com ligeira vantagem sobre o australiano Connor O'Leary e o francês Joan Duru.

 

Quem também vai estar em prova em Supertubos é o atual campeão nacional Vasco Ribeiro, que ganhou direito ao primeiro wildcard depois de vencer a Liga MEO Surf. Mas o surfista da Poça ainda não sabe qual vai ser o seu adversário. Vasco pode ficar no heat 5 juntamente com o sul-africano e número dois mundial Jordy Smith e com o brasileiro Italo Ferreira ou no heat 6 com o campeão e líder mundial John John Florence e também com o norte-americano Kanoa Igarashi.

 

Tudo vai depender de quem for o segundo e último wildcard do MEO Rip Curl Pro Portugal. Essa é uma vaga que deverá ser decidida pela Rip Curl, outro dos patrocinadores do evento. Resta saber se caberá a um português, tal como aconteceu no ano passado, e bem, a Miguel Blanco, ou se a marca australiana irá voltar a fazer como no passado e dar a vaga a um estrangeiro – Owen Wright, Bruno Santos, Dillon Perillo, Jacob Willcox e Mason Ho figuram entre os ilustres.

 

Se o segundo convidado estiver melhor classificado que Vasco Ribeiro no ranking WQS irá enfrentar Jordy Smith, ficando o campeão nacional com a missão de defrontar John John Florence. Se estiver pior classificado, acontece precisamente o inverso. A verdade é que teremos novamente os já famosos wildcards portugueses a poder interferir nas contas do título mundial.

 

Depois de muita especulação sobre um eventual regresso, quem vai ficar de fora do evento, tal como já era esperado, é Kelly Slater. O 11 vezes campeão mundial está a recuperar de lesão e foi mais uma vez substituído pelo também norte-americano Nat Young, que é o primeiro substituto do WCT. Resta esperar se o rei não vai mudar de ideias quando olhar para as previsões...

 

Destaque ainda para outros heats desta ronda inaugural. Na primeira bateria do campeonato vai estar o australiano Julian Wilson, o brasileiro Caio Ibelli e o italiano Leo Fiorevanti. No heat 4 Gabriel Medina, que ainda pode ter uma palavra a dizer na luta pelo título, enfrenta o compatriota Wiggolly Dantas e o australiano Jossh Kerr. Registo ainda para o heat 8, que junta os brasileiros Filipe Toledo e Jadson Andre com o taitiano Michel Bourez.

 

Swell(s) à vista

 

Entretanto, as previsões indicam que algo de muito bom pode vir a caminho. Apesar, de ainda existir alguma imprevisibilidade até sexta-feira, data do arranque do período de espera, com a aproximação dos dias tudo parece começar a ficar mais prometedor. É prevista a chegada de um swell já para o fim-de-semana que pode atingir os 4 metros, com o pico do mesmo a ser no sábado. O vento parece ser norte, apesar de alguma instabilidade ao longo dos dias.

 

Dessa forma, a WSL aponta já para a possibilidade de o evento correr já nos primeiros dias. Na sexta-feira já haverá algum swell, mas caso as condições ainda não sejam as ideias tudo deverá acontecer entre sábado e segunda-feira. Se as previsões falharem e algum desses dias estiver mais complicado, há previsão da chegada de mais um swell considerável para quarta-feira e quinta-feira da próxima semana. Por isso, ondas não vão faltar. Iremos ter uma edição de sonho como em 2011? A resposta é dada já a partir do fim-de-semana.

 

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