Medina e Carissa vencem em França e ainda sonham, mas John John fica mais perto

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Medina abusou dos aéreos no dia final e deu um verdadeiro recital de surf. Foto: WSL/Masurel

 

Gabriel Medina e Carissa Moore foram coroados este sábado campeões do Quiksilver e Roxy Pro France, depois de um dia recheado de ação ao mais alto nível e que teve o condão de alimentar uma ténue esperança de ambos na corrida pelos respetivos títulos mundiais. Ambos venceram pela primeira vez nesta temporada.

 

Com direitas de bela aparência ao longo do dia e com alguns tubos pelo meio, na prova masculina tudo parecia encaminhado para John John Florence limpar o evento e ficar cada vez mais perto do título, até porque nos quartos-de-final esmagou Mick Fanning. Contudo, teve de enfrentar o seu grande carrasco nas meias-finais e Medina fez aquilo que melhor sabe: vencer o havaiano.

 

Ainda assim, o 3.º posto foi um grande bálsamo para John John, sobretudo devido à eliminação precoce de Jordy Smith, anterior líder do ranking. Agora, o campeão mundial em título alargou para mais de 2 mil pontos a vantagem na liderança e pode mesmo revalidar o título em Supertubos. Exatamente no mesmo local onde conquistou o cetro no ano passado.

 

Com a parte de cima do draw a revelar grande surpresas, acabou por ser Seabass a fazer a final com Medina, depois de eliminar Kolohe Andino nas meias-finais. O brasileiro não deu qualquer hipótese ao havaiano, vencendo com um score de 16 pontos contra apenas 9,30 do rival. Foi a coroação de Medina como rei de França, pois esta foi a sua terceira vitória em Hossegor, depois de já o ter feito em 2015 e 2011, no evento de estreia como surfista do WCT.

 

Gabriel foi ainda o oitavo vencedor do ano no World Tour masculino em nove etapas, o que demonstra bem o equilíbrio cada vez mais evidente no surf mundial. Não deixa de ser curioso que o único surfista a vencer dois eventos, Filipe Toledo, seja o mais irregular de todos – perdeu três eventos de primeira e esteve suspenso noutro. Toledo é mesmo o pior classificado dos oito surfistas ainda com possibilidades matemáticas de lutar pelo título mundial.

 

Quanto a Frederico Morais acabou por ser traído pelas muitas surpresas destes campeonato, onde vários surfistas que estavam fora do top 10 chegaram às rondas finais. Kikas acabou por ser ultrapassado por Kolohe Andino, Sebastian Zietz e Mick Fanning, caindo dois lugares para a 13.ª posição do ranking. Mas o mais importante para o surfista português, que caiu na 3.ª ronda, foi ter ultrapassado o grande "rival" Connor O'Leary, vindo para Portugal na liderança da corrida ao título de rookie do ano.

 

No entanto, é preciso ter cuidado com Joan Duru, que ainda está bem vivo nesta luta particular entre os novatos. Está somente a 3 mil pontos de Kikas e em Portugal poderá ser um osso duro de roer. Esperam-se assim emoções fortes nos areais de Peniche quando começar o MEO Rip Curl Pro Peniche, a décima e penúltima etapa do World Tour 2017. O período de espera em Supertubos arranca já na sexta-feira, dia 20, prolongando-se até dia 31.

 

Já na prova feminina, que estava parada há alguns dias à porta das meias-finais, Carissa acabou por dar espetáculo, depois de as duas principais candidatas terem caído antes da final. A tricampeã mundial havaiana provou que está de regresso à melhor forma. Começou por bater a líder mundial Sally Fitzgibbons nas meias-finais.

 

O feito de Carissa deixava a porta aberta à "lesionada" Tyler Wright para recuperar a liderança, mas a campeã mundial em título acabou por ser batida por uma impressionante Lakey Peterson, que fez um score de 17,20. Na final a havaiana foi mais forte, com 16,70 pontos contra 14,50, e repetiu o triunfo ali conseguido no ano passado, que havia sido a último vez que subiu ao lugar mais alto do pódio no WWT.

 

Depois de estar em postos bem delicados há bem pouco tempo, Carissa saltou para o 4.º lugar do ranking e deixou tudo em aberto para a etapa final em Maui, no Havai. Há ainda cinco surfistas com hipóteses matemáticas de chegar ao título, mesmo que para Moore e Stephanie Gilmore, as com mais títulos nestas andanças – três para a havaiana e seis para a australiana – precisem quase de um milagre. Na frente tudo pode acontecer.

 

Quiksilver Pro France Final Results:
1: 
Gabriel Medina (BRA) 16.00
2: Sebastian Zietz (HAW) 9.30

Quiksilver Pro France Semifinal Results:
SF 1: 
Sebastian Zietz (HAW) 16.26 def. Kolohe Andino (USA) 14.00
SF 2: Gabriel Medina (BRA) 16.40 def. John John Florence (HAW) 16.00

Quiksilver Pro France Quarterfinal Results:
QF 1: Sebastian Zietz (HAW) 15.93 def. Miguel Pupo (BRA) 14.10
QF 2: Kolohe Andino (USA) 11.60 def. Marc Lacomare (FRA) 6.10
QF 3: John John Florence (HAW) 19.67 def. Mick Fanning (AUS) 10.67
QF 4: Gabriel Medina (BRA) 15.20 def. Joel Parkinson (AUS) 1.20

Quiksilver Pro France Round 5 Results:
Heat 1: 
Sebastian Zietz (HAW) 14.40 def. Owen Wright (AUS) 11.73
Heat 2: Kolohe Andino (USA) 14.94 def. Caio Ibelli (BRA) 11.96
Heat 3: Mick Fanning (AUS) 15.70 def. Joan Duru (FRA) 13.37
Heat 4: Joel Parkinson (AUS) 14.03 def. Nat Young (USA) 10.24

Roxy Pro France Final Results:
1:
Carissa Moore (HAW) 16.70
2: Lakey Peterson (USA) 14.50

Roxy Pro France Semifinal Results:
SF 1:Carissa Moore (HAW) 15.60 def. Sally Fitzgibbons (AUS) 13.07
SF 2: Lakey Peterson (USA) 17.20 def. Tyler Wright (AUS) 15.56

2017 WSL Men’s Jeep Leaderboard (After Quiksilver Pro France):
1 - John John Florence (HAW) 49,900 pts
2 - Jordy Smith (ZAF) 47,600 pts
3 - Gabriel Medina (BRA) 40,750 pts
4 - Owen Wright (AUS) 39,850 pts
5 - Matt Wilkinson (AUS) 38,200 pts

2017 WSL Women’s Jeep Leaderboard (After Roxy Pro France):
1 - 
Sally Fitzgibbons (AUS) 52,900 pts
2 - Tyler Wright (AUS) 51,200 pts
3 - Courtney Conlogue (USA) 50,000 pts
4 - Carissa Moore (HAW) 47,300 pts
5 - Stephanie Gilmore (HAW) 45,150 pts

 



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