Dora. Yago Dora vence o Azores Airlines Pro e sobe à vice-liderança do WQS

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Jovem brasileiro possui um verdadeiro porta aviões, estando sempre preparado para descolar da base quando a oportunidade surge. Foto: WSL/Poullenot

 

Não se deixem enganar pelo nome. Este Dora adora brilhar no free surf, mas não é californiano e até se dá bem na competição - se dá! E Yago não é o mestre do estilo, mas domina o surf progressivo como poucos. Foi mesmo essa a receita para o triunfo alcançado esta sexta-feira no Azores Airlines Pro, evento QS6000 que se realizou nas ondas de São Miguel.

 

Este foi o segundo triunfo da temporada de Yago Dora em provas deste valor, depois de ter triunfado no QS6000 de Newcastle, na Austrália, no início da temporada. Algo que deixa agora o surfista brasileiro na vice-liderança do ranking mundial de qualificação e bem perto de garantir a entrada no World Tour 2018, uma vez que está bem próximo da barreira dos 20 mil pontos.

 

Yago Dora, filho de Leandro Dora, técnico que ajudou a conduzir Adriano de Souza ao título mundial, e que sempre brilhou através de clips, antes de o fazer também com lycra vestida, deu ainda sequência à tradição brasileira nesta prova - as rampas ajudam. O jovem surfista de Curitiba, de 21 anos, sucedeu ao compatriota Ian Gouveia na lista de vencedores nos Açores. Jesse Mendes, Tomas Hermes, Messias Félix e Willian Cardoso são os outros brasileiros que ali subiram ao lugar mais alto do pódio - apenas o norte-americano CJ Hobgood e o australiano Jack Freestone são exceção.

 

Mas na história do Azores Airlines Pro há outros brasileiro a destacar. Michael Rodrigues apenas foi travado na final pelo compatriota - 13,50 contra 12,27 -, conseguindo o segundo lugar consecutivo num QS6000 em apenas uma semana. Depois de o fazer em Pantín, na Galiza, repetiu a proeza em São Miguel. Um feito que lhe permitiu trepar até ao quarto posto do ranking do WQS, acima da barreira dos 15 mil pontos e bem dentro da luta pela qualificação.

 

Há ainda a sublinhar a performance do "nosso" Gony Zubizarreta, que só foi travado nos quartos-de-final, já no último dia de prova, precisamente pelo vencedor do campeonato, num heat em que acabou por levar combinação. Ainda assim, o surfista galego que reside na Ericeira alcançou a melhor pontuação do ano no WQS, subindo até ao 35.° posto, ficando uma posição à frente de Frederico Morais - o melhor português é Vasco Ribeiro, no 25.° lugar.

 

Depois disso, Yago Dora bateu o power surf do australiano Wade Carmichael e foi até à final garantir o caneco. Além dos 6000 preciosos pontos que angariou para o ranking e para a cerrada disputa pela entrada no circuito mundial do próximo ano, Dora, o brasileiro, ainda arrecadou 25 mil dólares de prémio pela performance arrebatadora - e quase sempre um nível acima da concorrência - obtida nas ondas açorianas dos Areais de Santa Bárbara.

 

 



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