World Tour a caminho da fase decisiva da época e com equilíbrio extremo no ranking

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Matt Wilkinson está novamente a lutar pelo título. Mas tem de correr, pois a concorrência vem logo atrás. Foto: WSL

 

Seria difícil prever maior equilíbrio após seis etapas realizadas, todas elas com um vencedor diferente. Em J-Bay Filipe Toledo tornou-se no sexto surfista diferente a subir ao lugar mais alto do pódio no World Tour 2017 e o ranking continuou a ser liderado por Matt Wilkinson, sendo que os perseguidores mais diretos estão logo ali atrás de si.

 

Com o circuito à porta da segunda metade da temporada – faltam cinco etapas para o final – o equilíbrio é extremo. E se vemos quatro surfistas bem pegados na frente da disputa, também é razoável dizer que até ao 9.º lugar ainda não se pode descartar ninguém da luta. Até porque com o que tem acontecido até aqui o equilíbrio promete continuar até ao final.

 

Wilko segue assim líder pelo segundo evento consecutivo, ele que volta a lutar pelo título, depois de o fazer surpreendentemente no ano passado. Essa é a única certeza do momento. Logo atrás surge John John Florence, a apenas 250 pontos. Jordy Smith fecha o top 3, com 60 pontos a menos. O quarto é Owen Wright, a somente 800 pontos da liderança.

 

Ora, sendo a próxima etapa no Tahiti, é de esperar que Teahupoo venha a ajudar a uma nova definição na frente do ranking. Até porque o equilíbrio é tanto que mesmo que Wilko faça um 2.º lugar, por exemplo, tanto pode reforçar a liderança, como perdê-la caso a vitória pertença a um dos surfistas aqui já referidos, que ocupam entre o 2.º e o 4.º posto.

 

Depois há ainda Adriano de Souza (5.º), que está a uma distância de cerca de 4 mil pontos, o que é perfeitamente recuperável para o campeão mundial de 2015. O resto da concorrência vem mais longe, mas ainda pode ambicionar chegar à frente. Para isso bastaria uma vitória nas próximas etapas. Joel Parkinson (6.º), Filipe Toledo (7.º) e Julian Wilson (8.º) estão a menos de 10 mil pontos de distância e o brasileiro só não está melhor no ranking porque falhou Fiji por suspensão.

 

No nono posto surge Gabriel Medina, a pouco mais de 10 mil pontos de distância, ele que teve na primeira etapa do ano e na última, ficando em 3.º lugar em ambas, os únicos momentos de brilho na temporada. Contudo, um surfista com o talento do campeão mundial de 2014 poderá recuperar terreno a qualquer momento, até porque tem capacidade suficiente para vencer duas etapas num curto espaço de tempo – lembram-se do ano de rookie dele?

 

Mick Fanning, que é 11.º classificado, parece já fora da luta. Logo a seguir surge o nosso Frederico Morais, com 18.950 pontos, a 1250 de alcançar o top 10 e o australiano Connor O'Leary, o único rookie à sua frente. Com a qualificação para 2018 bem adiantada, Kikas terá agora nesta luta pelo título de rookie do ano a grande missão nas próximas etapas a começar já no Tahiti.

 

Depois há a questão da requalificação. Neste momento Italo Ferreira, que a par de Kelly Slater (20.º) parece ser o grande candidato a um wildcard por lesão, é o 22.º classificado, em igualdade com o francês Joan Duru. O primeiro fora do "cut" é o rookie havaiano Zeke Lau. Seguem-se os brasileiros Wiggolly Dantas e Ian Gouveia e o australiano Jack Freestone ainda bem dentro da luta.

 

Quem já parece estar com algumas dificuldades são os últimos do ranking. Leo Fioravanti, Stuart Kennedy e Kanoa Igarashi começam a precisar de resultados urgentemente. Mas pior ainda estão Miguel Pupo, Jadson Andre e Josh Kerr, que mesmo tento entrado em todas as etapas estão atrás de Yago Dora, que apenas participou em dois eventos como wildcard. No fundo da lista está ainda o jovem rookie australiano Ethan Ewing, que tanto prometia e que em seis etapas ainda não conseguiu avançar qualquer ronda.



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