Soli Bailey surpreende concorrência e alcança vitória em Pipeline

Sol Bailey

Jovem australiano, de 21 anos, assegurou subida à liderança do ranking do WQS. Foto: Volcom

 

A mítica arena havaiana recebeu o campeonato mais aguardado do arranque de temporada do WQS. Embora as condições não tenham sido de sonho, emoção não faltou ao Volcom Pipe Pro, QS3000 que terminou esta madrugada de sexta-feira e que foi surpreendentemente vencido pelo jovem australiano Soli Bailey.

 

Após uma temporada de 2016 em que ficou perto dos lugares de qualificação – acabou no 30.º posto do ranking -, Bailey entrou na nova época a todo o gás. Foi o primeiro campeonato de 2017 para o aussie, de 21 anos, que conseguiu assim estrear-se a vencer no WQS. E logo em Pipe.

 

Mas nem só o triunfo de Soli Bailey foi surpreendente. A prova fez-se ao ritmo de resultados menos esperados, o que também denota as condições um pouco aquém das expectativas. Por exemplo, Kelly Slater, que era o campeão em título do evento, foi arredado de primeira logo na 3.ª ronda.

 

Já antes disso, na 2.ª ronda, os dois únicos portugueses a marcar presença no evento havaiano já tinham ficado pelo caminho. Tanto Nic von Rupp como Miguel Blanco não conseguiram encontrar ondas de potencial na mítica bancada do North Shore de Oahu e, infelizmente, foram eliminados de primeira com pontuações baixas.

 

Outra das surpresas surgiu com a eliminação de John John Florence nas meias-finais. O campeão mundial em título e príncipe local saiu derrotado num heta muito renhido já bem perto dos instantes finais. Foi a primeira vez desde 2010 que a final do campeonato não contou com a presença de Kelly, bicampeão, ou John John, tetracampeão.

 

Ainda assim, não faltaram nomes sonantes na final. O veterano Bruce Irons fez a representação local no heat decisivo, que contou ainda com a presença do brasileiro Adriano de Souza, campeão mundial de 2015, e com o jovem talento californiano Griffin Colapinto - algo nos diz que fará uma temporada de 2017 brilhante no WQS.

 

Apesar da experiência do especialista Bruce Irons ou de Mineirinho, que já se havia sagrado Pipe Masters naquela mesma arena, em 2015, foi a juventude a levar a melhor. Soli Bailey acabou por vencer a final de forma folgada, somando 13,26 pontos. Adriano de Souza foi vice-campeão, com 8,43 pontos, sendo que Griffin Colapinto (3,90) e Bruce Irons (3,66) completaram o pódio, mas ficando em combinação.

 

"Estou muito feliz por ter conseguido vencer alguns heats e avançar mais um passo rumo ao sítio onde quero estar: no WCT. Estou apenas focado em apanhar ondas que me parecem ser boas e surfá-las ao máximo", afirmou o jovem de Nova Gales do Sul, após a maior conquista da carreira até ao momento.

 

Numa prova que contou com alguns tubos, mas sem a perfeição de outros anos, Soli Bailey acabou por ser um vencedor justo, pois pouco conseguiram adaptar-se tão bem às condições e encontrar tantos tubos como o australiano – sobretudo para Backdoor. Um arranque de temporada em grande, que o coloca já como líder do ranking do WQS. A "luta" segue agora para a OZ, onde irá competir em casa.

 



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