Teresa Bonvalot em 5.º no Mundial de juniores após perder para a campeã

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Os finalistas em Kiama acabaram por ser os nomes já esperados, face à grande temporada que fizeram. Foto: WSL

 

Terminou esta madrugada de segunda-feira o Mundial de juniores da WSL, após uma longa maratona em Bombo Beach, Kiama. Foram os surfistas da casa a dominar o evento, com os títulos a irem para dois australianos, Ethan Ewing e Macy Callaghan. Na prova feminina foi mesmo Callaghan a eliminar a portuguesa Teresa Bonvalot nos quartos-de-final.

 

Teresa não conseguiu assim melhorar o 3.º posto alcançado no ano passado na Ericeira, repetindo o lugar que havia conseguido há dois anos, também em Ribeira d'Ilhas, numa prova em que foi igualmente a surfista que viria a ser campeã (Mahina Maeda) que a superou nos quartos-de-final.

 

A prova feminina começou com a realização da 3.ª ronda, com a jovem goofy do Guincho a ter garantindo a qualificação para os quartos-de-final no 2.º posto da sua bateria, atrás da havaiana Zoe McDougall, somente por 0,33 centésimas, deixando fora de competição a norte-americana Alyssa Spencer.

 

O facto de não ter conseguido vencer o heat colocou-a no caminho de Macy Callaghan. A australiana foi a grande revelação da temporada e chegava a este campeonato como clara favorita. Callaghan esteve irrepreensível ao longo de todo o evento e começou forte na disputa com Teresa Bonvalot. A portuguesa manteve-se na luta, mas fez uma interferência já no final que acabou por consumar a derrota.

 

Depois disso, a australiana eliminou a basca Ariane Ochoa, que foi surpreendentemente a melhor europeia em prova, nas meias-finais e na final marcou encontro com a havaiana Mahina Maeda, que chegou à final pelo terceiro ano consecutivo, depois de bater a compatriota Brisa Hennessy nas meias-finais.

 

Apesar da experiência já acumula, a campeã mundial júnior de 2014 e vice-campeã mundial no ano passado, acabou por não conseguir mais do que 4,60 pontos no heat decisiva. Já Macy Callaghan esteve mais uma vez em alto nível e somou 15,67 pontos, colocando um ponto de exclamação numa temporada soberba e afirmando-se como uma das grandes candidatas a chegar ao Women's World Tour em 2018.

 

Final previsível

 

Já na prova masculina a prova foi-se desenrolando ao ritmo dos favoritos e não foi de estranhar que os dois principais top seeds do evento se tenham encontrado na final. Já com muita experiência de WQS, o australiano Ethan Ewing e o californiano Griffin Colapinto foram avançando ronda após ronda até uma final onde só faltou mais emoção.

 

Com prestações sempre sólidas, Ewing eliminou o sul-africano Jordan Maree nos quartos-de-final e depois bateu o havaiano Cody Young nas meias-finais. Já Colapinto começou por bater Che Allan, de Barbados, nos quartos-de-final, eliminado depois nas meias-finais o havaiano Finn McGill, vencedor dos trials de Pipeline no mês passado.

 

Na bateria de todas as decisões era esperado um enorme espetáculo entre duas das maiores promessas do surf mundial, mas o norte-americano acabou por não conseguir entrar no ritmo do heat. Ewing agradeceu e com o seu forte instinto competitivo lançou-se para a liderança, acabando por amealhar 11,34 pontos, contra apenas 1,97 de Colapinto.

 

Ethan Ewing, que é um dos novos rookies do World Tour em 2017, sucedeu assim ao brasileiro Lucas Silveira como campeão mundial júnior da WSL. Bombo Beach foi o novo palco destes mundiais, depois da passagem de dois anos pela Ericeira, com as ondas terem sido razoáveis, mas nada fáceis para estes jovens que representam o futuro do surf mundial. No próximo ano a prova realiza-se novamente em Kiama, na Austrália.



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