WSL anuncia calendário para 2017 com muitas novidades no WQS

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Costa de Caparica vai passar a receber um QS1000 masculino e feminino. Foto: Hugo Silva

 

A World Surf League anunciou na terça-feira o calendário provisório para todos os seus circuitos na próxima temporada. Entre os principais destaques, estão as muitas novidades no circuito WQS. O World Tour masculino e feminino mantêm-se intactos, somente com ligeiras alterações nas etapas já existentes.

 

Onde se registam maiores alterações é no circuito WQS. Para além de não perder qualquer etapa em relação a 2016 – pelo menos, para já… -, há ainda a entrada de várias novos eventos. Um deles será em Portugal, com a Costa de Caparica a ter previsto a realização de um QS1000 masculino e feminino – ainda com o estatuto de “tentative”.

 

Em relação ao World Tour, Portugal mantém-se no principal circuito masculino mais um ano. A grande novidade é a entrada da Corona para patrocinador principal do evento de J-Bay. Tal como já havia sido noticiado, a etapa brasileira muda-se para Saquarema. A nível feminino, o Cascais Women’s Pro é a única etapa ainda não confirmada, embora surja no calendário.

 

Curiosamente, o único evento que desaparece do calendário é português: O Nazaré Challenge, que se estreia este ano no Big Wave Tour, não surge nos eventos previstos para a próxima temporada de ondas grandes. Ainda no Big Wave Tour a grande novidade é o surgimento de um evento de qualificação no Brasil (Praia Cardosa, em Santa Catarina).

 

A nível do WQS o possível regresso do Lowers Pro, antigo QS10000 que se realizava em Trestles, é uma das principais novidades – embora ainda não exista informação sobre o estatuto da prova. Maresias, no Brasil, também vai receber um QS10000. A prova que este ano não se realizou passa agora para maio.

 

Destaque ainda para a Costa Rica que vê o seu QS3000 de Parrita aumentado para QS6000, mudando a data para agosto. Também o QS1500 de Cloud 9, nas Filipinas, sobre para QS3000. Entre as novidades, há o surgimento de dois QS3000: em Durban, na África do Sul, e em Hainan, na China.

 

Huntington Beach, na Califórnia, terá um novo QS1500 – passa a ter três eventos no circuito. Haverá ainda a entrada de cinco novos eventos de estatuto QS1000: Equador (Montariitas), África do Sul (Durban e Nahoon Reef), Costa Rica (Playa Hermosa) e ainda na mítica onda taitiana de Teahupoo.

 

A nível do circuito feminino também existem muitas novidades. Haverão quatro novos eventos QS1000 na África do Sul, sendo dois deles em Durban e os outros em Nahoon Reef e Lamberts Bay. O Taiti (Papara), o Equador (Montariitas) e a Costa Rica (Playa Hermosa) também receberão eventos QS1000.

 

Os QS1000 de Chiba (Japão) e Ballito (África do Sul) passam a QS3000, enquanto Lacanau (França) vê o seu estatuto aumentado para QS1500. Punta de Lobos, o penúltimo evento do ano, vai passar de QS1500 para QS3000. A maior introdução é mesmo o QS6000 de Hainan, na China, que se disputará em fevereiro, tal como no circuito masculino.

 

Já a nível do Pro Junior, continuamos a ter duas etapas no nosso país (Caparica e Espinho), sendo que o calendário europeu conta com mais um evento. Lanzarote volta a receber a etapa final do Pro Junior Europeu, depois de em 2016 o evento ter desaparecido “silenciosamente” do circuito.

 

Por fim, registo ainda para a presença de dois eventos do circuito de qualificação mundial de longboard em território nacional. Gaia e a Caparica vão ser o palco desses eventos. Gaia já foi passagem do circuito no ano transacto, sendo que a entrada da Costa de Caparica é que surge como grande novidade.

 

A última alteração prende-se com o facto de o histórico campeonato realizado em memória de Eddie Aikau, em Waimea Bay, já não surgir entre os eventos especiais – a Quiksilver deixou de patrocinador o evento, que procura agora soluções para a sua continuidade. A Rip Curl Cup Padang Padang e o Four Seasons Maldives Champions Trophy também não surgem na lista.

 

As mudanças não se ficam só pelo calendário, sendo que há um ligeiro aumento nas premiações em ambos os circuitos mundiais. No World Tour masculino o prize-money total dos eventos passa para 579 mil dólares – era de 550 mil. Já no feminino sobe de 262,5 mil dólares para 289,5 mil dólares.



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