Silvana Lima vence WQS e está de regresso à elite feminina

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O Brasil volta a estar representado entre a elite mundial feminina. Foto: WSL

 

É um verdadeiro fenómeno de longevidade no desporto feminino. A brasileira Silvana Lima está de regresso à elite mundial do surf, dias após completar 32 anos. É a terceira vez que Silvana consegue entrar no Tour, de onde havia saído na última época.

 

Silvana parece eterna, nunca desistindo de lutar para estar no topo. A vice-campeã mundial de 2008 e 2009 e melhor surfista brasileira da história, consegue assim regressar ao Women's World Tour após conquistar o WQS em 2016. Algo que já havia feito em 2014, quando regressou pela segunda vez ao WWT.

 

A confirmação da qualificação surgiu na Austrália, onde no passado fim-de-semana conquistou o Sydney International Women's Pro , evento QS6000 que se disputou na praia de Cronulla e que foi o último evento do ano do calendário do circuito de qualificação feminino. Na final, Silvana bateu a australiana Philippa Anderson.

 

A radical surfista brasileira fechou assim a temporada com 18,750 pontos. A este triunfo na Austrália, junta ainda a vitória no QS3000 da Costa Rica, assim como dois 3.ºs lugares em QS6000, em El Salvador e México, e um triunfo num QS1500 no Brasil. Tem mais de 2 mil pontos de avanço sobre o grupo de 2.ªas classificadas do ranking.

 

Após mais uma enorme luta para regressar ao topo e depois de ter estado apenas uma temporada entre as melhores após o seu regresso, a guerreira brasileira está de volta e deixa um aviso: "Sem dúvida que estou preparada para regressar ao Tour!"

 

Dúvidas

 

Com as contas do WQS fechadas, falta agora perceber que impacto terá a última etapa do WWT, que se disputa este mês em Maui, no Havai, terá no grupo final que irá compor a elite feminina em 2017. Olhando para o ranking há apenas duas ou três dúvidas, que estão pendentes dos resultados em Honulua Bay.

 

Caso a temporada terminasse agora, o top 6 do WQS seria este:

 

1. Silvana Lima (Brasil)
2. Bronte MaCaulay (Austrália)
2. Nikki van Dijk (Austrália)**
2. Keely Andrew (Austrália)
5. Malia Manuel (Havai)*
6. Coco Ho (Havai)
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7. Sage Erickson (Estados Unidos)*
8. Pauline Ado (França)
9. Alessa Quizon (Havai)

 

*Estão dentro do top 10 do WWT
**Pode ainda chegar ao top 10 do WWT

 

- Tendo em conta que a Malia Manuel e Sage Erickson ocupam atualmente o top 10 mundial do WWT, a sexta vaga passaria para a francesa Pauline Ado. É ela a grande dúvida para o Tour da próxima temporada. Ado vai ficar a rezar por fora quando as melhores surfistas do Mundo começarem a competir em Honolua Bay.

 

- Pauline Ado só perderá a vaga caso Sage Erickson caia do 9.º posto do ranking do WWT para fora do top 10, o que a faria ficar com a vaga do WQS. Malia Manuel é certo que não sai do top 10.

 

- Laura Enever está no 10.º posto do ranking do WWT e é o alvo a abater. Caso seja ultrapassada por Nikki van Dijk (11.º) ou Bianca Buitendag (12.º) a australiana fica de fora.

 

- Caso seja Van Dijk a ainda conseguir entrar no top 10, relegando Laura Enever, quem acabaria por sair beneficiada seria a havaiana Alessa Quizon, que já está fora da luta pelo WWT, mas que ocupa o 9.º posto do ranking WQS. Um lugar acima de... Laura Enever.

 

- Certo é a entrada da australiana Bronte MaCaulay no WWT de 2017. Após ter sido a primeira suplente esta temporada, será a única rookie na próxima época.



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