Ponto de situação: Quem está dentro e fora do Tour 2017 e o que pode mudar?

Nat-Young

É verdade... Nat Young está numa situação delicada. Estará de saída do Tour uma das patadas mais poderosas de backside? Foto: WSL

 

John John Florence já foi consagrado como campeão mundial de 2016. Contudo, ainda falta uma etapa para o final do World Tour, assim como existem ainda quatro eventos a distribuir pontos para o circuito de qualificação. Com a temporada a chegar ao seu final, quem está nesta altura a salvo e em apuros para participar no Tour do próximo ano?

 

Ainda algumas coisas podem mudar até final da temporada. Em Pipeline estarão muitos pontos em disputa para o ranking do Tour, assim como nos dois eventos da Triple Crown, que são de estatuto QS10000 (Haleiwa e Sunset) e no QS6000 de Florianópolis, no Brasil. Mas se a temporada terminasse agora, quem faria parte do top 34 mundial?

 

Vamos, então, fazer o ponto de situação, mostrando os casos mais complicados nas contas da qualificação, aqueles que parecem já estar a salvo no Tour para 2017 e os que se perspetivam como rookies no próximo ano.

 

Atual top 22 do ranking WSL:
1. John John Florence, 56.400
2. Gabriel Medina, 45.540
3. Jordy Smith, 41.700
4. Matt Wilkinson, 38.250
5. Kolohe Andino, 38.150
6. Julian Wilson, 35.600
7. Adriano de Souza, 34.100
8. Joel Parkinson, 32.200
9. Filipe Toledo, 31.900
9. Kelly Slater, 31.900
11. Sebastian Zietz, 30.700
12. Adrian Buchan, 29.700
13. Michel Bourez, 29.200
14. Italo Ferreira, 27.500
15. Caio Ibelli, 26.950
16. Josh Kerr, 25.950
17. Mick Fanning, 25.200
18. Stuart Kennedy, 24.700
19. Conner Coffin, 23.950
20. Wiggolly Dantas, 22.400
21. Miguel Pupo, 21.400
22. Nat Young, 18.900
(...)
23. Keanu Asing, 18.750

 

 

Podemos retirar os seguintes apontamentos:

 

- Caso o Tour terminasse agora Nat Young seria o surfista a fechar o cut. Dessa forma, Keanu Asing, Kanoa Igarashi, Jadson Andre, Dusty Payne, Matt Banting, Davey Cathels, Jack Freestone, Alejo Muniz, Kai Otton, Adam Melling, Jeremy Flores, Alex Ribeiro e Ryan Callinan estariam fora do top 22 e dependentes do ranking do WQS;

 

- De todos os surfistas que estão fora do top 22, apenas Ryan Callinan (8.250 pontos) vai chegar a Pipeline matematicamente arredado da requalificação, ficando somente dependente do ranking do WQS;

 

- Dusty Payne, Matt Banting, Davey Cathels, Jack Freestone, Alejo Muniz, Kai Otton, Adam Melling, Jeremy Flores, Alex Ribeiro ainda estão na luta mas têm uma tarefa bastante complicada pela frente. Alguns deles precisam mesmo de vencer a última etapa e esperar pelos resultados de outros adversários.;

 

- Nat Young parece ser o alvo a abater nesta luta. Conner Coffin (19.º) parece estar já seguro. Wiggolly Dantas e Miguel Pupo estão acima dos 21 mil pontos e têm já uma almofada de segurança, embora seja sempre melhor precaverem-se.

 

- Keanu Asing, Kanoa Igarashi e Jadson Andre são as maiores ameaças ao lugar de Young e não precisam de muito para o passar no ranking, apenas fazer melhor que ele em Pipeline. Salvo uma grande surpresa, serão estes os quatro surfistas a lutar pela última vaga no top 22 final.

 

- Em 2016 dois dos suplentes do Tour conseguiram a requalificação. Algo inédito. Seabass até pode terminar no top 10 como suplente, sendo que Stu Kennedy poderá ser o rookie do ano, mesmo tendo estatuto de suplente;

 

- Na luta por rookie do ano, Caio Ibelli leva vantagem. Mas Stu Kennedy e Conner Coffin ainda têm uma palavra a dizer em Pipeline. Registo para o facto de existirem 6 rookies fora do top 22, o que demonstra que o ano não foi fácil para os novatos;

 

 

Mas depois há ainda o ranking do WQS...
1. Leo Fioravanti, 20.750
2. Connor O'Leary, 19.775
3. Joan Duru, 18.900
4. Ethan Ewing, 18.750
5. Ian Gouveia, 17.760
6. Bino Lopes, 17.550
7. Jeremy Flores, 17.150
8. Kanoa Igarashi, 16.400
9. Ryan Callinan, 15.950
10. Jesse Mendes, 14.860
(...)
11. Zeke Lau, 14.200

 

 

Algumas observações:

 

- Caso o WQS terminasse agora em 2017 teríamos sete rookies: um italiano (Fioravanti), um francês (Duru), dois australianos (O'Leary e Ewing) e mais três brasileiros (Gouveia, Lopes e Mendes);

 

- Jeremy Flores, Kanoa Igarashi e Ryan Callinan estão todos fora do top 22 do World Tour, mas requalificar-se-iam pelo WQS;

 

- Jack Freestone (15.º), Davey Cathels (28.º) e Matt Banting (35.º) também poderão ainda conseguir essa requalificação com um resultado forte. Para os outros as contas são mais difíceis, mas ainda há alguns pontos em disputa e nada é impossível – que o diga Dusty Payne;

 

- Leo Fioravanti parece ser o único com a qualificação totalemente garantida. Apesar de existir ainda um máximo de 26 mil pontos em disputa, O'Leary, Duru e Ewing, salvo qualquer reviravolta, também poderão estar já garantidos no Tour do próximo ano;

 

- Ian Gouveia e Bino Lopes não precisarão de muito para também se colocarem entre os qualificados, uma vez que têm resultados baixos para trocar, embora a pressão seja grande nesta fase da época;

 

- Em relação aos portugueses, Frederico Morais é o melhor posicionado, estando no 38.º posto. Com 7.460 pontos, um triunfo num dos QS10000 havaianos, por exemplo, poderia colocá-lo dentro do top 10 final. Mas é bom lembrar que os outros surfistas à frente dele também irão pontuar...

 

Que venha daí o Havai e comece a fase de todas as decisões!



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