J-Bay Open 2016 – Antevisão

251642ea77cfb1664edb09aceabcc9dc

Elite mundial está de regresso a um dos lineups mais belos do Tour. Mas também dos mais perigosos. Foto: WSL

 

Jeffreys Bay é uma das paragens mais históricas do Tour e o regresso da elite mundial à África do Sul é aguardado sempre com muitas expectativas. Mais ainda depois do "break" que aconteceu no início desta década. Mas tudo voltou ao normal em 2014. E mais expectativas se geram ainda para este ano, depois de o J-Bay Open do ano passado ter protagonizado o incidente com maior mediatismo dramático da história do surf mundial.

 

Poucas pessoas não se recordam do ataque de tubarão sofrido por Mick Fanning em plena final do campeonato. Até mesmo aqueles que não sabem sequer que o surf se faz com uma prancha. A meio de um ano de pausa na sua carreira, o tricampeão mundial decidiu regressar ao "local do crime" para enfrentar os fantasmas deixados pelo episódio do ano passado. O simbolismo deste regresso marca e muito a edição deste ano do J-Bay Open, que se estende de 6 a 17 de julho.

 

Contudo, muitos olhares também estarão em cima da emissão à espera do pior. O drama que hoje-em-dia tem bastantes mais espectadores que a glória. A WSL já anunciou medidas de segurança extra, colocando a vida dos surfistas em primeiro lugar. É isso que se quer. Menos mediatismo em torno de um eventual novo ataque de tubarão e mais fogo-de-artifício numa das melhores e mais desejadas direitas do planeta.

 

Se o lineup estiver clássico, não serão precisos acontecimentos paralelos para nos oferecer um espetáculo a larga escala global. Que Neptuno dê uma ajuda e coloque a funcionar os "motores" de uma das ondas mais complicadas de surfar, mas também de maior beleza. Que os melhores do Mundo façam o resto... brindado os fãs com uma lição de surf de rail e com duelos intensos e de final imprevisível. Este vai mesmo ser um campeonato às direitas!

 

Spot do evento? Jeffreys Bay, sendo que a ação se deverá desenrolar na sua maioria em Supertubes, a melhor e mais famosa seção do longo point break de direitas.

 

O que procuram os juízes? Uma boa variação de manobras, mas acima de tudo um belo trabalho de rail nas longas e por vezes imprevisíveis direitas. Ocasionalmente, podem surgir os tubos e alterar um pouco o cenário.

 

Previsões? Jeffreys receber um swell grande já no primeiro dia de espera. Resta saber se as condições serão as ideais para o começo da prova, uma vez que o mar se prevê exigente. Nos dias seguintes o swell irá baixar, mas ainda assim mantém algum tamanho.

 

Horário? Finalmente chegam as etapas em fuso horário idêntico ao nosso. J-Bay está uma hora adiantada em relação a Portugal Continental. Ainda assim não te livras de madrugar, pois é inverno no hemisfério sul e é bem provável que a ação comece bem cedo, logo pelas 7 horas locais (6 em Portugal).

 

Quem vai estar em prova? O top 34 mundial e mais dois wildcards (Dusty Payne e Steven Sawyer).

 

Quem são os campeões em título? Não há. O campeonato de 2015 foi interrompido em plena final entre Mick Fanning e Julian Wilson.

 

Rookies? No Tour masculino há sete rookies: os australianos Davey Cathels, Jack Freestone e Ryan Callinan, os norte-americanos Kanoa Igarashi e Conner Coffin e os brasileiros Caio Ibelli e Alex Ribeiro.

 

Locais das Fiji no Tour? Jordy Smith não é propriamente um local, mas conhece a onda como ninguém. Já o wildcard Steven Sawyer, que venceu os trials locais, é mesmo um homem da casa.

 

Quem está em altas? Matt Wilkinson, Gabriel Medina e John John Florence.

 

Quem precisa de um resultado? Todos os grandes favoritos ao título, como Adriano de Souza, Julian Wilson, Jordy Smith ou Joel Parkinson, precisam de um resultado forte para não deixarem o top 3 fugir ainda mais. Outros nomes como Kelly Slater, Jeremy Flores ou Josh Kerr necessitam de um bom resultado também, mas para sair dos perigosos lugares fora da requalificação.

 

Apostas seguras? Jordy Smith, Adriano de Souza, Matt Wilkinson.

 

Quem pode surpreender? Conner Coffin, Ryan Callinan e Caio Ibelli.

 

Darkhorse? Nat Young, Jack Freestone e Julian Wilson.

 

Lesões (conhecidas)? Owen Wright e Bede Durbidge continuam de fora por lesão e serão substituídos por Stu Kennedy e Sebastian Zietz. Em relação à última etapa está de regresso Joel Parkinson. Quem também está lesionado é Mick Fanning – sofreu uma mazela no tornozelo já em J-Bay. Mas nem por isso o australiano quer perder a etapa, confirmando já a sua participação.

 

HEAT DRAW:

 

2016 J-Bay Open Upcoming Round One Heats:

 

Heat 1: Mick Fanning, Conner Coffin, Alejo Muniz
Heat 2: Italo Ferreira, Miguel Pupo, Ryan Callinan
Heat 3: John John Florence, Kanoa Igarashi, Keanu Asing
Heat 4: Adriano De Souza, Josh Kerr, Kai Otton
Heat 5: Gabriel Medina, Dusty Payne, Alex Ribeiro
Heat 6: Matt Wilkinson, Davey Cathels, Steven Sawyer
Heat 7: Filipe Toledo, Kelly Slater, Matt Banting
Heat 8: Adrian Buchan, Kolohe Andino, Jadson Andre
Heat 9: Jordy Smith, Wiggolly Dantas, Adam Melling
Heat 10: Caio Ibelli, Joel Parkinson, Jeremy Flores
Heat 11: Julian Wilson, Nat Young, Jack Freestone
Heat 12: Sebastian Zietz, Michel Bourez, Stu Kennedy



BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS

FOTOGALERIAS