A Liga MEO Prosurf 2012 segundo Francisco Rodrigues

Apresentacao_-_Liga_MEO_Prosurf_2012Francisco Rodrigues, mais à direita na fotografia, é o novo presidente da ANS e um dos mentores da Liga MEO Prosurf 2012. Foto: ANS

 

A Liga MEO Prosurf 2012 foi apresentada na passada terça-feira em conferência de impensa e nesta ocasião, várias novidades em relação a 2011 foram também elas apresentadas (ver link). Novas etapas, mais dias de prova e maior premiação são apenas alguns dos aspectos que diferem em relação à Liga de 2011. A SURFPortugal esteve à conversa com Francisco Rodrigues, novo presidente da Associação Nacional de Surfisas, para ele explicar estas mudanças, o que levou a elas e como se irão processar. É importante realçar que a primeira etapa é já no final desta semana, entre os dias 16, 17 e 18 de Março, em Ribeira D'Ilhas, Ericeira. 

 

SURFPortugal - Relativamente a 2011, quais são as principais diferenças da Liga MEO Prosurf para 2012?


Francisco Rodrigues - A grande diferença da Liga MEO Prosurf passa pela entrada da Spot da Media Capital Entertainment no projecto, trazendo um novo enquadramento media muito centrado na TVI/TVI24, para além do maior envolvimento das rádios, em especial da Cidade FM. Com este novo posicionamento, foi possível encontrar novos caminhos de criação de valor para os investidores (sponsors) e para os clientes (surfistas). A continuidade da MEO com o reforço da MOCHE é uma mensagem muito positiva daquilo que o Surf tem para oferecer em Portugal. Por fim, realce-se a ligação da competição máxima do surf nacional ao melhor que há no surf mundial, o Rip Curl Pro Portugal, através do MOCHE Wildcards. A diferença de fundo é que o surf nacional irá ter uma visibilidade nunca antes vista, alicerçada em conteúdos de alta qualidade produzidos pela equipa Go-S.TV/Medialuso, permitindo que se potencie mais investimento no evento para também individualmente nos surfistas. Para completar, temos ainda a equipa Puro Feeling, especializada em surf, para comunicar a Liga MEO Prosurf em toda a sua transversalidade, algo que era uma necessidade evidente dos últimos anos.

 

SP - Porquê a decisão de aumentar o período dos eventos para três dias?


FR - Não é bem um aumento. É mais um retorno para onde sempre esteve. Não fazia sentido que tivéssemos a força media em prol do surf e que reduzíssemos isso a 10 dias ao longo da época quando podemos e devemos ter 15 dias. Além disso, o resultado final é que voltamos a ter mais tempo para acomodar marés ou outros factores de relevância para proporcionar as melhores condições aos melhores surfistas nacionais.


SP - O que são os Moche Wildcards e como funcionam? 


FR - A melhor maneira de compreender este novo conceito inovador é consultando o site ANS (http://www.ansurfistas.com/regulamentos.php) e assim ficarem por dentro das regras em causa. O Moche Wildcards define 10 das 16 posições dos trials do Rip Curl Pro Portugal e, tendo por base os melhores surfistas nacionais, só poderia estar indexado exactamente “à melhor onda”. Assim, cada surfista que atinge os quartos de final em cada etapa da Liga MEO Prosurf irá inscrever a melhor onda pontuada nos quartos, meias ou final. Uma e uma só onda por prova. No fim do ano escolhe-se o top10 da soma das 4 melhores ondas individuais de cada prova executadas por cada surfista elegível. O regulamento é extremamente objectivo e simples, permitindo também clarificar quem deve marcar presença nos trials.

 

SP - Porquê a decisão de enquadrar o calendário da Liga no internacional?


FR - O surfista português tem uma carreira internacional muito intensa nos tempos que correm pelo que a ANS procurou compreender os calendários de cada um dos nossos melhores valores e ir ao encontro das suas necessidades e condicionalismos. É muito difícil aceder a todos e a todas ao mesmo tempo (NR: as provas são mistas masculino e feminino), mas acredito que o calendário esteja equilibrado para que possamos ver toda a massa dos melhores surfistas nacionais a passar pelas praias Liga MEO Prosurf 2012.

 

SP - Parece ter havido um esforço por parte da tua parte e da ANS para "ligar" a Liga ào Rip Curl Pro. Concordas? Porquê?


FR - É verdade. Foi das primeiras conversas que tive com a Rip Curl na fase de preparação de época. Ligar o topo do surf nacional com o melhor do surf mundial só terá um resultado: a excelência no desenvolvimento da modalidade. Era uma ponta solta por resolver e felizmente estamos juntos agora. É importante referir que a MOCHE teve um papel determinante dado que fechou o processo que a ANS e a RIP CURL estavam a idealizar.

 

SP - Também parece ter havido um esforço da vossa parte para trazer de volta ao circuito surfistas que tinham estado afastados nos últimos anos, como os Guichard, Lipke, Guga…porquê?


FR - No caso específico do Guga Gouveia, foi das boas surpresas que tive. Efectivamente, foi ele quem decidiu voltar e não directamente por contacto da ANS. O Marlon, o Gony, os irmãos Guichard, entre outros, são surfistas que têm andado por palcos diferentes da Liga MEO Prosurf mas que este ano já mostraram vontade de competir em algumas provas sempre que haja espaço nos seus calendários internacionais e/ou eventos para patrocinadores. O grande objectivo é potenciar o expoente máximo de performance e espectáculo com o melhor que se faz nas nossas ondas. 

 

SP - Qual é o valor que patrocinadores como o MEO e MOCHE reconhecem à liga? Ou seja, qual o valor da Liga?


FR - Todos os patrocinadores que se associam à Liga MEO Prosurf procuram um valor tangível de retorno directo dos seus investimentos mas ao mesmo tempo uma componente intangível de associação a um lifestyle sexy, cool e moderno. Não queria particularizar num valor porque deixo isso para os especialistas de valorização media, mas podemos perspectivar um AVE (advertising value equivalent) no final de 2012 na ordem de grandeza de alguns milhões de Euros. Por Diogo Alpendre

 



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